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sábado, 20 de junho de 2015

Os Benefícios da Terapia Psicológica

A terapia psicológica ou psicoterapia consiste em uma série de técnicas para o tratamento da saúde mental, emocional e algumas doenças psiquiátricas. A psicoterapia ajuda o paciente a compreender o que deixa feliz ou ansioso, bem como o auxilia a aceitar os seus pontos fortes e fracos.
Na terapia psicológica as pessoas podem identificar seus sentimentos e modos de pensar para que consigam lidar melhor com eles em situações difíceis. Simplesmente, a psicoterapia visa aliviar o sofrimento psicológico através da fala do paciente com seu psicoterapeuta, ao invés de ingerir somente medicamentos.

Como Funciona a Terapia Psicológica?

A terapia psicológica ou psicoterapia é comumente usada para ajudar a resolver problemas psicológicos que se acumularam ao longo dos anos do indivíduo. Ela só funciona se uma relação de confiança for construída entre o paciente e o psicoterapeuta.
O tratamento pode continuar por vários meses e até mesmo anos. A psicoterapia pode ser praticada somente com um paciente, em pares, e até mesmo em grupos. Geralmente, as sessões ocorrem uma vez por semana, de acordo com a necessidade da pessoa, e dura cerca de 50 a 60 min.

Tipos de Psicoterapia

Algumas pessoas acreditam que a psicoterapia é baseada somente em falar com o psicoterapeuta ou grupo de pessoas com problemas semelhantes. Existem formas de psicoterapia que também utilizam outras formas de comunicação, incluindo a escrita, arte, teatro, história narrativa ou música.
As sessões terapêuticas acontecem dentro de um encontro estruturado entre um psicoterapeuta qualificado e um paciente ou um grupo. A base teórica da psicoterapia começou no século XIX com a psicanálise, e desenvolveu-se significativamente desde então.

Formas de Atuação do Psicoterapeuta

Um psicoterapeuta pode ser um terapeuta de casal, e da família, ou somente atender somente um individuo, e pode atender crianças, jovens ou adultos, conforme sua especialização. Um terapeuta psicanalista pode ser graduado em psicologia ou psiquiatria.
Um dos principais problemas da psicoterapia, de acordo com especialistas, é que o cliente deixa de vir às sessões. Estudos científicos revelam que quando os pacientes fazem psicoterapia para problemas relacionados à depressão muitos deles acabam desistindo, se não houver a interação com os medicamentos antidepressivos.
Os psicólogos geralmente tentam reduzir angústia do indivíduo como resultado de problemas de relacionamento humano, e não como resultado de um distúrbio particular. Um psicólogo especializado em psicoterapia, geralmente considera o contexto mais amplo das relações dentro de uma família ou no trabalho.
Os psiquiatras tendem a ter uma abordagem mais voltada para a saúde mental e estão mais inclinados a prescrever medicamentos para aliviar o problema apresentado pelo paciente. Esta é uma diferença entre a abordagem geral de um psicólogo e de um psiquiatra, no entanto, há muitos psiquiatras que também utilizam a psicoterapia.
Muitos psicólogos comentam que as abordagens médicas costumam ver angústia como um sintoma de uma doença da mesma forma que eles veem um sinal ou sintoma de problemas físicos, doenças e condições. Portanto, um psiquiatra ou talvez um neurologista irá vincular um diagnóstico de, por exemplo, o TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), depressão, com a prescrição de medicamentos específicos, bem como possíveis intervenções psicológicas.
Muitos estudos têm demonstrado que os tratamentos mais eficazes para doenças mentais e distúrbios psicológicos, especialmente a depressão, envolvem uma combinação de ambos os medicamentos e psicoterapia. Estas pesquisas demonstraram que uma combinação de psicoterapia e medicamentos antidepressivos parece ser o tratamento mais eficaz para indivíduos portadores de depressão.

O Que a Psicoterapia Trata?

A psicoterapia pode ser utilizada para o tratamento de vários problemas diferentes. Alguns sozinhos, e outros em combinação com alguns medicamentos. Os mais comuns são: depressão; ansiedade; distúrbio pós-traumático; baixa autoestima; transtorno de ansiedade, incluindo fobias;
crises emocionais; problemas conjugais; conflitos familiares; transtorno obsessivo-compulsivo; transtornos de personalidade; alcoolismo; vício em drogas; problemas decorrentes do abuso de crianças; problemas comportamentais; transtorno bipolar (em combinação com drogas); esquizofrenia (em combinação com drogas).

Quais São os Benefícios da Psicoterapia?

Segundo especialistas, o mais importante na psicoterapia é o sucesso do cliente, e não o do terapeuta. Participar de uma psicoterapia oferece uma série de benefícios para o paciente. Geralmente é útil ter alguém que realmente o compreenda.
A terapia pode dar ao indivíduo uma nova perspectiva sobre um problema difícil e direcioná-lo para uma solução. A maioria dos pacientes vai dizer que os benefícios da psicoterapia incluem:
  • – Ser capaz de compreender melhor a si mesmo e seus objetivos pessoais e os valores;
  • – Desenvolver habilidades cujo objetivo é melhorar os relacionamentos interpessoais;
  • – A psicoterapia pode auxiliar o paciente a superar alguns problemas, como um transtorno alimentar, depressão ou ansiedade;
  • – A obtenção de uma solução para os problemas e preocupações é que fazem o paciente solicitar uma psicoterapia.

Fonte:http://saude.culturamix.com/noticias/os-beneficios-da-terapia-psicologica

sábado, 13 de junho de 2015

A criatividade pode estar ligada a transtornos psiquiátricos

De acordo com um novo estudo, existe a possibilidade haver uma ligação entre os componentes genéticos da criatividade e de alguns distúrbios psiquiátricos.
No estudo, pesquisadores observaram o material genético de mais de 86 mil pessoas na Islândia e identificaram variantes genéticas que foram ligadas com risco elevado de desenvolvimento da esquizofrenia e transtorno bipolar. Os investigadores então olharam para essas variantes em um grupo de mais de 1000 pessoas que faziam parte de sociedades nacionais de artistas, escritores, dançarinos e músicos islandeses.

O estudo revelou que os artistas eram 17% mais propensos a carregar os genes ligados à transtornos psiquiátricos, em relação à população em geral.
“Os resultados deste estudo não são surpreendentes, pois para ser criativo você precisa pensar diferente dos outros”, disse o autor do estudo Kari Stefansson, fundador e CEO da deCODE, uma companhia de análise de genomas.
Os investigadores também observaram a ligação entre a criatividade e desordens psiquiátricas utilizando um conjunto diferente de dados, de quatro estudos realizados anteriormente na Holanda e Suécia. Estes, envolveram cerca de 35 mil pessoas. Nesse grupo incluem-se pessoas que trabalhavam em campos artísticos, de dança, música, escrita e teatro, bem como trabalhadores de outras áreas. A pesquisa mostrou que pessoas que trabalhavam em profissões criativas eram cerca de 25% mais propensas a carregar as variantes genéticas relacionadas com os distúrbios psiquiátricos, em relação aos profissionais de outras áreas.
Em um outro estudo, publicado em 2013 na Journal of Psychiatric Research, pesquisadores descobriram que ao comparar todas as pessoas que trabalhavam em profissões criativos com trabalhadores de outras áreas, os criativos não tinham tal propensão a desenvolver desordens psiquiátricas em geral. Entretanto, os profissionais criativos tinham uma propensão específica ao transtorno bipolar, e, além disso, os que trabalhavam escrevendo tinham uma tendência maior a transtornos em geral.
O novo estudo “está confirmando parcialmente as crenças de longa data que traçam relações entre a criatividade e transtornos psiquiátricos”, disse Alan Manevitz, psiquiatra do Lenox Hill Hospital, em Nova Iorque, que não estava envolvido no estudo.
Entretanto, Manevitz disse ao portal americano ‘LiveScience’ que os autores do estudo não definem exatamente qual tipo de criatividade eles estão falando. Para o psiquiatra, existem uma diferença entre pessoas que se dizem criativas, e pessoas que realmente trabalham em profissões que demandam criatividade. Não está claro se a ligação genética encontrada na pesquisa pode ser aplicada a pessoas que se sentem criativas, ou apenas para aquelas que produzem trabalhos utilizando a criatividade.
“O pensamento criativo acontece em quadros racionais, conscientes da mente, não em estados de alteração”, disse Manevitz. Portanto, pessoas com transtornos não necessariamente teriam mais facilidade em manifestar criatividade.
Entretanto, Manevitz admite que se uma pessoa tem algum parente com uma desordem psiquiátrica séria, as variantes genéticas que essa pessoa carrega podem ser traduzidos em uma forma “diluída” da doença mental, que de fato poderia conduzir a uma maior capacidade criativa, desde que os traços sejam suaves o suficiente para não interferir com a habilidade da pessoa pensar racionalmente.
O estudo foi publicado no dia 8 de junho na revista Nature Neuroscience.



Fonte: http://climatologiageografica.com/a-criatividade-pode-estar-ligada-a-transtornos-psiquiatricos/#ixzz3ct3hNpUn

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Bullying na escola dobra chance de depressão na vida adulta


Sofrer bullying durante a adolescência pode ser responsável por pelo menos um terço dos casos de depressão durante a vida adulta, mostra uma nova pesquisa. Um estudo de longa data feito com jovens do Reino Unido revelou que pessoas que sofreram bullying aos 13 anos de idade duplicaram seus riscos de desenvolver depressão clínica aos 18, comparados com pessoas que nunca sofreram com essa prática.

É impossível dizer com certeza quando o bullying causou a depressão, disse a pesquisadora Lucy Bowes, psicóloga na Universidade de Oxford. Mas Bowes e seus colegas disseram que suspeitam fortemente da existência de uma relação causal. Eles controlaram os fatores que poderiam dar outra explicação para os casos de depressão, incluindo problemas emocionas e genéticos que poderiam tornar uma pessoa mais suscetível tanto ao bullying como a uma depressão clínica.

Bullying e depressão

Estudos anteriores traçaram uma ligação entre o bullying e sintomas de depressão, contou Bowes ao portal americano ‘LiveScience’. E outros estudos de longo prazo também mostraram que pessoas que são vítimas de tal agressão psicológico (e ou física) durante a infância podem desenvolver condições mentais clínicas mais tarde em suas vidas. Por exemplo, um estudo publicado em 2013 na JAMA Psychiatry descobriu riscos elevados de depressão e ansiedade em adultos que sofreram (ou até mesmo cometeram) bullying durante a infância.

Mas a maioria desses estudos mais antigos foram limitados por não conseguirem controlar condições preexistentes ou por pecarem em detalhes na medição do bullying, explicou Bowes. No novo estudo, Bowes e sua equipe utilizaram dados da United Kingdom’s Avon Longitudinal Study of Parents and Children, uma pesquisa que entrevistou crianças com 13 anos de idade sobre assuntos como o bullying, questionando a existência de violência física, ameaças, mentiras, boatos maliciosos e exclusão. “Essa é uma idade onde a influência das crianças com seus pares se torna primordial”, citou Bowes. Mais tarde, quando os participantes alcançavam o final da adolescência, eles respondiam outras questões, agora com relação à sintomas de depressão.

Cicatrizes

Cerca de 15% das vítimas de bullying tinham depressão aos 18 anos, comparados com 5% entre aqueles que não sofreram este tipo de violência – um risco praticamente triplicado. Quando os pesquisadores levaram em consideração outros possíveis causadores de depressão, essa taxa diminuiu um pouco, mas continuou notável, garantiram os estudiosos envolvidos.

“(Por último), encontramos que crianças que disseram sofrer ‘frequentemente’ com bullying durante os 13 anos tinham praticamente o dobro do risco de desenvolver depressão clínica aos 18″, continuou Bowes. A especialista notou que ela e seus colegas também estudaram os efeitos de ser a parte ativa do bullying – isso é, praticar a violência. De acordo com as especialistas, pessoas que cometem bullying normalmente têm problemas preexistentes, que podem nublar os efeitos de longo termo da violência.

Os pesquisadores também encontraram que pais e crianças são “universos distintos” no entendimento da experiência do bullying. Uma pesquisa entre 3700 famílias descobriu que 1199 adolescentes diziam sofrer constantemente com bullying, mas apenas 229 mães afirmavam que seus filhos sofriam com esse tipo de violência. Além disso, entre 41% e 74% dos adolescentes disseram não contar aos professores sobre a agressão, enquanto de 24% a 51% não falavam sobre isso com seus pais.

De acordo com Bowes, o estudo ressalta a importância de continuar com os programas anti-bullying que já estão sendo realizados, e também a necessidade de monitorar a efetividade de tais ações.


Fontes:http://www.livescience.com/51056-teen-bullying-doubles-adult-depression.html
          http://climatologiageografica.com/bullying-na-escola-dobra-chance-de-depressao-na-vida-adulta/