A deficiência visual faz parte da realidade de muitas pessoas no Brasil e no mundo. Pensando em diminuir o máximo possível esse numero, a medicina tem estudado diversas formas de ajudar essas pessoas a voltarem a enxergar, ou até enxergar pela primeira vez.
Infelizmente, ainda não é possível implantar olhos sintéticos nos pacientes e em muitos casos não é possível corrigir os olhos com cirurgia. Sendo assim, a ciência, com a ajuda da tecnologia, achou uma maneira de fazer os deficientes visuais apreciarem o mundo e as cores. Se chama “Visão Biônica” que liga um pequena câmera ao lugar responsável por reproduzir as imagens no cérebro.
Esse tipo de operação vem sendo estudado a décadas, mas ainda não havia sido feito em humanos. Para a nossa alegria, recentemente aconteceu num hospital no Canadá, e melhor ainda, um médico brasileiro estava presente na sala de cirurgia: Flávio Rezende.
Uma mulher de 51 anos agora tem um chip implantado na retina. Uma câmera especial no óculos da paciente transmite as imagens por uma antena sem fio ao chip e este, por sua vez, envia as imagens ao cérebro dela pelo nervo óptico. Obviamente, a câmera não tem a mesma qualidade da visão humana, mas Rezende afirma que a intenção é faze com que esses pacientes possam andar sozinhos em casa e se tornarem mais independentes. Mesmo assim, vale lembrar que para as pessoas que tem problemas no nervo óptico, é inútil fazer essa cirurgia.
“É como uma máquina fotográfica, que você controla o diafragma para entrada de luz. Estabelecemos quais os objetivos do paciente. Por exemplo, se o objetivo é conseguir fazer melhor as coisas dentro de casa, então a companhia ajusta de acordo com a quantidade de luz que existe em ambientes internos. Para nós parece uma coisa banal, mas para eles é uma mudança de vida. Os pacientes passam a se locomover pelos cômodos sem bater nas coisas, alguns até conseguem distinguir letras”, contou Fábio ao jornal O Globo
NÃO É SÓ ENXERGAR, MAS SIM, VER E VIVER A VIDA DE UMA FORMA QUE ESSAS PESSOAS NUNCA PUDERAM. É REALMENTE MUITO EMOCIONANTE!
Um dos grandes obstáculos no desenvolvimento de próteses capazes de substituir por completo um membro perdido pode ter sido finalmente superado. Cientistas da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa dos Estados Unidos (DARPA) anunciaram na última sexta-feira, 11, a criação de uma mão robótica que devolve o sentido de tato ao usuário.
Uma rede de eletrodos foi conectada ao cérebro de um voluntário de 28 anos, cuja identidade não foi revelada. Parte dos fios foi ligada ao seu cortex sensorial, região responsável por identificar sensações, como pressão sobre a pele; e parte foi ligada ao cortex motor, que, como o nome diz, controla nossos movimentos.
Os eletrodos foram então conectados a um braço mecânico capaz de ser controlado pelo pensamento do usuário. Com seu voluntário vendado, os cientistas tocaram delicadamente na ponta de cada um dos dedos da prótese, pedindo ao paciente que identificasse qual dedo estava sendo tocado. Ele conseguiu identificar corretamente o toque em quase 100% dos testes.
Em certo momento, os pesquisadores resolveram "brincar" com seu voluntário e apertaram dois dedos ao mesmo tempo. Mesmo assim, o paciente foi capaz de sentir os dois dedos sendo tocados. "Foi assim que percebemos que as sensações que ele tinha através da mão robótica eram próximas do natural", explicou Justin Sanchez, responsável pelo estudo.
Apesar do sucesso, ainda há muito trabalho a ser feito. O sistema só consegue transmitir ao usuário a sensação de toque nos dedos, sem fazer o mesmo com a palma da mão ou o braço. Além disso, o paciente não consegue indentificar outras informações, como textura e temperatura do objeto ou superfície que está tocando.
Ainda assim, segundo os cientistas, a descoberta foi um importante passo na busca por próteses quase naturais. "Esse trabalho mostra o potencial de restaurações biotecnológicas de funções motoras. Investimentos do Darpa em neurotecnologia podem ajudar a nos levar a mundos totalmente novos em termos de função e experiência para indivíduos vivendo com paralisia, com o potencial de beneficiar pessoas com danos cerebrais ou doenças semelhantes", explicam os pesquisadores.
Muitos de vocês já ouviram falar no personagem dos quadrinhos Homem de Ferro. Ou, pelo menos, ouviu nos últimos tempos por algumas vezes o nome Tony Stark, o multimilionário excêntrico, mas viciado em tecnologia, que em um belo dia resolveu vestir uma exoesqueleto ultra sofisticado para combater o crime.
Pois bem, no Japão, desenvolveram uma dessas armaduras mecânicas que, se não vão lhe dar poderes para salvar o mundo, pelo menos podem oferecer uma maior liberdade de movimentos parapessoas com limitações motoras. Bom, é o que o exoesqueleto HAL-5 promete.
O produto foi apresentado oficialmente um pouco antes do terremoto que atingiu o país, no International Forum on Cybernics 2011, realizado em Tóquio. O HAL-5 é de fabricação da empresa Cyberdyne, e na sua descrição, o produto promete expandir e melhorar as capacidades físicas do usuário, mas não com o objetivo de nerds fraquinhos intimidarem os fortões na escola.
O exoesqueleto foi pensado para ser útil com pessoas que sofrem de paralisia ou ausência de membros, idosos que querem continuar a ter uma vida independente, e até trabalhadores em fábricas.
O HAL-5 é uma evolução de outros dois protótipos de exoesqueleto (HAL-3 e HAL-4), e faz parte do projeto Hybrid Assistive Limb, ou algo como “estrutura híbrida auxiliar”, sendo que essa última versão é aproximadamente 15 quilos mais leve nos membros inferiores do produto, e 25 quilos mais leve em sua estrutura completa, sendo assim mais eficiente. O exoesqueleto inclui pequenos motores acoplados nas articulações, além de um pequeno computador sem fio em uma bolsa integrada na cintura.
O grande problema do HAL-5 é o seu preço. Ele funciona com baterias, que possuem custo inicial entre US$ 14 mil e US$ 19 mil. O HAL-5 não tem preço oficial anunciado, mas podemos ter uma ideia do quanto ele pode sair caro se projetarmos no preço do seu primeiro protótipo, lançado em 2006, que foi avaliado em aproximadamente US$ 50 mil.
A Cyberdyne espera começar os primeiros testes clínicos do produto em 2012. Abaixo, você tem um vídeo que mostra o HAL-5 em ação.
Conforme o nível e grau da lesão, dependendo dos movimentos e força que permaneceram e/ou retornaram, uma pessoa poderá ou não dirigir veículos adaptados com comandos manuais. Caso tenha condições físicas e econômicas, é muito importante voltar ou aprender a dirigir, pois as cidades brasileiras, na grande maioria, não dispõem de transporte público com acessibilidade.
Os ônibus, trens, metros e suas estações, rodoviárias, aeroportos e outros, na grande maioria, não possuem acessibilidade, ou seja, condições para que todas as pessoas, sejam elas andantes, cadeirantes, idosos, grávidas e pessoas com mobilidade reduzida, tenham acesso, pois faltam elevadores, rampas, espaços, etc, para que todos possam exercer o direito de ir e vir de todo cidadão.
Além disso, nossos governantes também não cuidam das calçadas e guias, dificultando ainda mais o transporte. Quando há adaptações, na maioria das vezes, são mau feitas ou não funcionam, dificultando ainda mais a vida das pessoas. Tudo isso, pode acabar atrapalhando ou dificultando a reintegração social, profissional, afetiva e sexual das pessoas com mobilidade reduzida.
Tipos de lesões e Adaptações
Conforme o nível da lesão e o grau de comprometimento dos movimentos e força, uma pessoa necessitará de determinados equipamentos para dirigir, pois as adaptações devem ser desenvolvidas de acordo com as diferentes necessidades. Estes trabalhos deverão ser feitos por profissionais especializados, com conhecimentos em lesão medular e seus comprometimentos.
Existem alguns profissionais no mercado e, caso não atendam as solicitações e necessidades, não exite em procurar outro.
Qualquer veículo pode ser adaptado, desde os mais simples e acessíveis, até os mais caros e sofisticados. As adaptações também variam muito de preço, sofisticação e tecnologia.
Importante: Os veículos com câmbio automático são mais confortáveis, fáceis e seguros para tetra e paraplégicos dirigirem. Além disso, as adaptações ficam mais baratas e de manutenção próxima a zero(requer pouca manutenção), pois são mais simples do que aquelas para veículos com câmbio mecânico(aqueles que tem que trocar marchas).
Adaptações para pessoas com tetraplegia
Dependendo do nível da tetraplegia, uma pessoa não terá certos movimentos de braços e/ou dedos, ou então, movimentos com força reduzida. Nestes casos, para controlar o volante, botões diversos, breque de mão e outros, deverão ser desenvolvidas adaptações para substituir a prensão dos dedos.
Para possibilitar e/ou facilitar a dirigibilidade, o veículo deverá ter direção hidráulica e câmbio automático, o que proporcionará também, maior conforto e segurança. Comandos elétricos, como os de vidros, espelhos e travas, ajudarão bastante na independência.
Tipos de adaptações
Volante – Poderão ser utilizadas uma espécie de alça para encaixe da mão ou, encaixes de dois ou três pinos, onde serão encaixados o punho e/ou dedos. Um pomo giratório(espécie de bola achatada), também poderá ser utilizado, caso exista alguns movimentos de dedos. Todas estas adaptações são presas ao volante e giram sob seu próprio eixo, possibilitando todas as manobras.
Freio e acelerador – Para estes comandos, pode ser utilizada uma única alavanca que, quando puxada para traz, acelera o veículo e, quando empurrada para frente, aciona o breque. Existem outros meios para executar tais tarefas, más o citado é o mais simples, barato e requer pouca manutenção. Para ajudar e facilitar a dirigibilidade para pessoas com fracos movimentos de extensão dos braços, a alavanca poderá ser alongada em direção ao corpo da pessoa, ficando mais próxima.
Breque de mão – Existe uma forma bem fácil e prática para soltar e acionar este breque, para carros de passeio. Com cuidado e destreza, batendo com mão no botão do breque, a alavanca descera. Para acioná-lo, encaixando a mão na alavanca ou, utilizando da pinça dos dedos, ou ainda, provocando uma espasticidade para a mão fechar em torno da alavanca, uma pessoa poderá puxá-la e acionará o freio. Caso estes métodos não sejam possíveis, poderão ser feitas adaptações para soltar e acionar os freios, através de “alças” para acionamento e diferentes métodos para soltá-lo. Dica: o câmbio automático possui a posição P – Parking, que trava o carro na posição de estacionamento. Tal artifício deve ser utilizado com cuidado, somente com o carro parado, afim de não estragar o câmbio.
Demais comandos – Os diversos botões para acionamento dos controles dos vidros, espelhos, faróis, seta, travas e outros, poderão ser adaptados de acordo com as necessidades e conveniência.
Tetraplégicos dirigindo:
Adaptações para pessoas com paraplegia
Pessoas com paraplegia, por ter todos os movimentos e força dos braços, poderão dirigir qualquer tipo de veículo, com ou sem direção hidráulica e, com ou sem câmbio automático, podendo escolher entre várias opções de adaptações para acelerador, freio e câmbio. Poderão também, adaptar quadriciclos, triciclos e motocicletas com side-car.
Veículos com câmbio automático
Em um veículo com câmbio automático, a única adaptação que uma pessoa com paraplegia irá precisar, será a alavanca para freiar e acelerar, se constituindo na mais simples, acessível(baixo custo) e de manutenção praticamente zero. Algumas pessoas utilizam o pomo giratório, pra auxiliar nas curvas e manobras.
Também poderão ser utilizados aceleradores localizados no volante, com acionamento mecânico, elétrico ou eletrônico, subindo assim, o custo.
Veículos com câmbio mecânico
Nos veículos com câmbio mecânico, a embreagem deverá ser automatizada, através de sistemas que, com o toque da mão no câmbio ou pressionamento da alavanca de freio, o pedal da embreagem é acionado, deixando o carro pronto para receber ou desengatar as marchas. Ao acelerar, o pedal da embreagem sobe, dando o movimento ao veículo.
Como comprar um carro
As pessoas poderão adquirir veículos novos ou usados. Antes de comprar, deverá ser feita uma análise minuciosa, dando ênfase para os seguintes detalhes:
Altura do veículo e do banco do motorista – a altura irá influenciar diretamente nas transferências(entrar ou sair do veículo). Se for muito alto ou muito baixo, dificultará ou tornará impossível as transferências com o auxílio de tábuas de transferências ou em transferências sem a utilização das tábuas, ou ainda, em transferências com o auxílio de duas pessoas. O ideal, é que a altura do banco do carro seja o mais próximo possível da altura do assento da cadeira de rodas.
Abertura da porta do motorista – a abertura da porta também influencia nas transferêcias. Quanto maior for o seu angulo de abertura, mais fácil será para fazer as transferências, pois será possível ficar bem próximo ao banco.
Altura do volante – um volante muito baixo, pode atrapalhar na montagem das adaptações do acelerador e freio, que ficam fixadas abaixo da coluna do volante. Isso também, pode dificultar a passagem das pernas em uma transferência, além de dificultar na acomodação das mesmas.
Largura das portas -a largura das portas é mais ítem que pode dificultar nas transferências. Veículos com quatro portas ou portas muito extreitas, podem não apresentar espaço o suficiente para que uma pessoa se transfira.
Peso do volante e freios – veículos sem direção hidráulica ou com direção hidráulica muito pesada, dificultarão toda a dirigibilidade, desde as manobras, até as curvas mais abertas, pois, durante a maior parte do tempo ou em sua totalidade, as pessoas dirigirão com apenas uma das mãos no volante, pois a outra estará controlando o acelerador e o freio.
Porta-malas – é importante que o porta-malas acomode pelo menos a cadeira de rodas, ou aparelhos e equipamentos essenciais à locomoção e/ou bem estar da pessoa.
Equipamentos diversos que facilitam o dia a dia
Controles alternativos diversos – Existem algumas adaptações que “trazem” os controles dos faróis, seta, buzina, limpadores de para-brisa e outros, mais próximas ao corpo do motorista, com acionamento alternativos, podendo usar a cabeça, cotovelo ou outras partes do corpo para fazê-lo.
Elevadores – Lifts e Plataformas – O lift é uma espécie de guincho ou elevador, com um braço de funcionamento manual ou por motor elétrico. Na ponta deste braço, são presas correias oriundas de uma espécie de bolsa, onde uma pessoa é encaixada para ser “issada”, a fim de ajudar nas transferências entre o veículo e a cadeira de rodas. Este aparelho pode ser acoplado ao carro ou ser móvel, com rodas para que alcance os lugares desejados. As desvantagens destes aparelhos, estão no tamanho, peso e instalação no veículo, sendo mais recomendado para uso em carros grandes e espaçosos.
Plataformas -As plataformas são espécies de elevadores acoplados à vans, ônibus, caminhões e outros, onde uma pessoa sobe com sua cadeira de rodas, aciona um controle para subida ou descida e é conduzida até a altura necessária para entrar ou sair do veículo.
Rampas – Uma pessoa usuária de cadeira de rodas, poderá usar rampas para entrar ou sair dos veículos. Poderão ainda, utilizar a própria cadeira para dirigir ou ser transportada, de acordo com o tipo de veículo e cadeira ou, poderão transferir-se para o banco do carro.
Bancos Facilitadores de Acesso – Alguns veículos possuem bancos com sistemas que facilitam as transferências. Um dos sistemas, consiste na condução do banco para fora do veículo, para que uma pessoa “estacione” sua cadeira de rodas ao lado e faça a transferência e, posteriormente, o sistema é acionado, para transportar o banco juntamente com a pessoa para o interior do veículo. Outro sistema, corresponde a um banco do veículo que se acopla a uma base com rodas, se “transformando” em uma espécie de banco de rodas.
*Foi professor do curso de lesão merdular da AACD durante 13 anos – de 1989 a 2002. Criou o website – http://www.lesaomedular.com.br . VIA Deficiente Ciente
Um projeto realizado por uma equipe de brasileiros está entre os vencedores do prêmio The World Summit Youth Award, competição global entre jovens desenvolvedores. A cerimônia de entrega de prêmios ocorreu na noite dessa quarta-feira (17).
Desenvolvido por pesquisadores pernambucanos e coordenado pelo cientista da computação, Marcos Penha, o projeto brasileiro é um óculos para pessoas com deficiência visual, que funciona em auxílio à bengala. O acessório conta com protótipo que custou cerca de R$ 45 e identifica obstáculos acima da linha da cintura da pessoa, região que normalmente não é alcançada pela bengala.
Assim que o aparelho detecta um obstáculo, ele emite um sinal que aumenta quando o objeto se aproxima. O sinal é sentido por meio de vibrações de uma pulseira ou colar, como o toque de um telefone em modo vibracall. A intensidade da vibração pode ser regulada de acordo com a sensibilidade de quem usa o aparelho.
“Inicialmente, queríamos desenvolver um óculos que substituísse a bengala-guia. Quando fomos a campo, mudamos o projeto. Os cegos não queriam deixar a bengala. É o senso tátil deles. Por isso, tem um peso psicológico muito grande”, destacou Emily Shuler, que participa da equipe de desenvolvimento.
Testes
A partir de testes com 276 pessoas com deficiências visuais, em sua maioria da Associação Pernambucana de Cegos, os pesquisadores constataram que a bengala não conseguia identificar obstáculos acima da linha da cintura. “Com a bengala, eles reconhecem um pneu, mas acham que é um carro. O carro tem uma certa altura e, se for um caminhão, eles vão em frente e batem. Isso ocorrre também com os orelhões”, explicou Penha, coordenador do projeto.
Os desenvolvedores perceberam que precisavam de um dispositivo barato, já que aparelhos similares, como a bengala eletrônica, que também funciona com sensores, tinha custo muito elevado e tinha de ser importada. “Para um deficiente visual importar, é um processo complicado. Quando avaliamos, os valores chegavam a R$ 3 mil ou R$ 4 mil. E um cão-guia pode custar R$ 25 mil”, lembrou o coordenador.
O projeto brasileiro pode ser conhecido pelo site.
Produção em escala industrial
Os pesquisadores do projeto brasileiro, denominado Annuitwalk, buscam investidores para conseguir produzir os óculos em escala industrial. “Nosso projeto não é relacionado a uma universidade. Foi algo independente. Cada um com seu conhecimento, com algo a trazer, a contribuir. Foi um projeto bem colaborativo. Já estamos com o sexto protótipo pronto”, informou Marcos Penha.
Para Lucas Foster, fundador da ProjectHub, rede global de economia criativa, parceira do prêmio internacional, o projeto brasileiro vencedor é uma demonstração do potencial inovador do País, principalmente nas áreas da inclusão social, acessibilidade, diversidade cultural e sustentabilidade.
Reconhecimento
A iniciativa premia empreendedores digitais com menos de 30 anos que elaboram projetos na internet e tecnologia móvel baseados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Organizações das Nações Unidas (ONU).
O prêmio recebido pelos brasileiros reconhece projetos com potencial de impacto nas metas da ONU em seis diferentes categorias: luta contra a pobreza, fome e doença, educação para todos, empoderamento das mulheres, valorização da cultura local, meio ambiente e sustentabilidade e busca da verdade.
Nos primeiros meses após a lesão medular (LM), o organismo do paciente sofre uma série de alterações decorrentes da redução da atividade nervosa, tais como redução da pressão arterial e da frequência cardíaca, risco de insuficiências cardíaca e respiratória, alterações no sistema que regula a temperatura do organismo e perda do tônus muscular.
Passada esta fase, o organismo começa a se adaptar à nova condição, redistribuindo algumas funções e e os neurônios da medula assumem a função que antes cabia ao cérebro, que foi desconectado do sistema – fenômeno denominado de neuroplasticidade. Boa parte dos problemas enfrentados por estes indivíduos são consequência da forma desordenada com que se dá este fenômeno.
Pensando nisso, este tratamento foi criado para melhorar a qualidade de vida dos lesados medulares. Saiba como é realizado este tratamento:
O eletrodos são então implantados em contato com os nervos femorais – que controlam o músculo quadríceps femoral – os nervos ciáticos – que controlam o quadril e os pés – e os nervos pudendos – que controlam a bexiga, o reto (a porção final do intestino) e o ânus.
Os estímulos elétricos nos nervos pudendos relaxam a bexiga, aumentando sua capacidade, e contraem os esfíncteres da uretra e do ânus, diminuindo o risco de incontinência urinária e fecal.
Estímulos de baixa frequência nos nervos femorais e ciáticos diminuem a espasticidade nos músculos das pernas, além de recrutar fibras musculares, melhorando a atrofia muscular. Já os estímulos de alta frequência promovem a contração dos músculos quadríceps, extendendo os joelhos, e dos músculos dos glúteos e da panturrilha, ajudando a firmar os quadris e os pés. Estes movimentos permitem ao paciente exercitar as coxas e, com treino e muita fisioterapia, ficar de pé e dar passos com o auxílio de um andador, como se estivesse usando órtese para estabilizar os joelhos.
Aparelho lê e interpreta atividade cerebral do usuário e a transforma em comandos para aplicativo; tecnologia pode ajudar pessoas com deficiência
Nos testes, alguns voluntários tiveram mais facilidade para controlar aplicativo do que outros (Foto: BBC) Se você pensa que controlar sua TV com a força do pensamento só existe na ficção, está na hora de rever seus conceitos.
Em colaboração com a empresa de tecnologia This Place, a BBC desenvolveu uma forma de escolher quais programas assistir por meio de um aparelho que lê ondas cerebrais do espectador, compatível com a plataforma de conteúdo sob demanda da emissora, o iPlayer. Usuários podem ligar e operar o aplicativo da BBC ao concentrar-se ou relaxar a mente.
“É um protótipo feito para dar a quem faz nossa programação, nossos especialistas em tecnologia e outros usuários uma ideia de como isso poderá ser usado no futuro”, diz Cyrus Saihan, chefe de desenvolvimento de negócios da divisão digital da BBC.
Teste
No primeiro teste, dez funcionários da BBC testaram o aparelho e conseguiram usá-lo para acionar o iPlayer e iniciar a transmissão de um programa, segundo Saihan. “É mais fácil para alguns do que para outros, mas todos conseguiram fazê-lo funcionar.” Saihan explica que este tipo de tecnologia poderia ser usada por pessoas com uma série de deficiências e que não podem usar facilmente um controle remoto.
A técnica vem se popularizando. Por exemplo, em fevereiro, a empresa Tekever demonstrou como um drone pode ser operado à distância desta mesma forma.
O piloto controlou o robo aéreo usando um touca dotada de sensores eletrônicos capazes de ler sua atividade cerebral.
Engenheiros suíços desenvolveram uma cadeira de rodas elétrica que é capaz de fazer seu usuário subir escadas sem a ajuda de terceiros.
Chamada Scalevo, ela possui uma esteira semelhante à dos tanques de guerra que, uma vez acionada, consegue escalar cada degrau. E, conforme o faz, permite que o usuário ajuste a inclinação de seu corpo para não cair.
A Scalevo surgiu no meio do ano passado como projeto acadêmico, mas despertou tanto interesse que atualmente um time de dez engenheiros elétricos e designers industriais trabalha em seu desenvolvimento. Eles são estudantes da Swiss Federal Institute of Technology e da Zurich University of the Arts.
Quando Zac Vawter perdeu a perna em um acidente de moto há alguns anos, ele pensou que nunca mais andaria como uma pessoa normal novamente. Mas hoje, com 32 anos, o engenheiro de software, finalmente pode subir as escadas, mexer os dedos dos pés e passear pelos parques. A única diferença é que uma de suas pernas é um robô controlado mentalmente.
Vawter é um “piloto de testes” para um estudo financiado pelo exército sobre o mais recente uso da tecnologia no desenvolvido de membros biônicos. A perna que foi montado para ele foi desenvolvida noRehabilitation Center of Chicago’s Center for Bionic Medicine – representando uma grande parcela do estudo e desenvolvimento para o futuro nas próteses de reabilitação. “Na minha mente, ainda é a mesma coisa em termos de mover o tornozelo para baixo ou para cima, ou estender a perna para a frente ou para trás”, disse Vawter. “É só andar como eu normalmente andava. Não é um treinamento especial ou botões ou truques. Isso é uma grande parte do que eu acho que é inovador e fenomenal sobre este trabalho. ”
O membro está perto do impecável com apenas uma taxa de 1,8% de erros. Ele está ligado à perna através de dois nervos que foram religados para o tendão e ligadas ao membro através de sensores. Quando Vawter pensa em se levantar, o membro levanta. Quando ele pensa em dobrar o joelho, o joelho se dobra. E é isso – sem fios extras de conexão a um computador e nenhum engenheiro adicional direcionando o caminho. Este não foi o caso do protótipo usado para subir a WillisTower em Chicago no ano passado. Esse dispositivo tinha uma gama limitada de movimento e exigia um engenheiro para operá-lo.
O Exército, até agora, investiu US $ 8 milhões no projeto. Esta pesquisa irá ajudar os mais de 1200 soldados que perderam seus membros nos conflitos no Iraque e no Afeganistão.
Pela primeira vez, cirurgiões do Brasil anunciaram a implantação de
placas de titânio impresso em uma impressora 3D no crânio de uma mulher
de 23 anos de idade.
Depois de cair de uma moto e bater a cabeça contra um recepiente de
lixo no ano passado, Jessica Cussioli teve seu crânio fraturado e um
buraco de 12 centímetros aberto em sua cabeça.
Usando tomografia computadorizada, uma equipe desenvolveu um modelo
virtual do crânio de Jessica – com esse modelo eles desenvolveram as
placas que cobriram o grande buraco.
“Eu quero ir às compras! Terminar meus estudos na universidade e ir para uma nova vida, com uma nova cabeça”, disse Jessica.
Erik Sorto, de 34 anos, foi paralisado do pescoço para baixo nos
últimos 13 anos. No entanto, graças a um ensaio clínico inovador, ele
tem sido capaz de beber sem problemas uma garrafa de cerveja usando um
braço robótico controlado com sua mente. Ele é o primeiro paciente com
um dispositivo protético implantado na rede neural.
Tragicamente, por motivo de doenças ou lesões, milhões de pessoas
perderam a capacidade de sentir e movimentar seus corpos. Nos últimos
anos, variados estudos têm mostrado que é possível registrar a atividade
cerebral de tais indivíduos e usar essas informações para restaurar a
capacidade de movimento. Os sinais registrados a partir do córtex motor
primário – uma parte do cérebro que é necessário para o controle do
movimento – têm sido utilizado para controlar dispositivos externos,
tais como um cursor num ecrã de computador, e até mesmo vários tipos de
braços robóticos.
No entanto, estes tipos de dispositivos muitas vezes resultam em
atraso, o que poderia significar que esses sinais cerebrais podem não
ser as melhores para serem usados. Como a investigação nesta área
continua a se mover para a frente, novas possibilidades estão sendo
exploradas. A última medição do estudo dos neurônios – as células
cerebrais – em uma parte do cérebro chamada córtex parietal posterior,
acreditado para representar as intenções de ação, resultou em um
movimento mais intuitivo – mesmo permitindo Sorto jogar pedra, papel e
tesoura.
Neste novo estudo, a informação gravada a partir dos neurônios no
córtex parietal posterior foi usado para controlar as operações de uma
interface de computador e de vídeo. Os pesquisadores usaram
primeiramente a ressonância magnética de imagem para identificar as
áreas cerebrais em Sorto que tinham sofrido uma lesão medular, devido a
uma arma de fogo 10 anos antes do estudo, e como resultado, Sorto é
incapaz de se mover ou sentir seus braços e pernas.
Os resultados mostraram que o paciente poderia voluntariamente
controlar a atividade dos neurônios individualmente. Algumas destas
células reagiram de uma forma extremamente específica. Por exemplo, uma
célula poderia mostrar o aumento ou a diminuição da atividade quando
Sorto imaginava mover a mão até a sua boca, mas não quando ele imaginou
mover sua mão até o seu queixo ou até o ouvido.
Os fãs dos filmes de Star Wars irão recordar da cena do Império
Contra-Ataca quando Luke Skywalker sente sua nova mão cibernética, pela
primeira vez. Embora ainda um longo caminho para que pacientes que são
incapazes de mover o seu corpo, este novo progresso é um tremendo passo.
E ele certamente tem o potencial de revolucionar a pesquisa no campo.
Quando se descobriu com um tumor no cérebro e ficou debilitada por um período, a designer inglesaLucy Jung compreendeu a importância de pensar o design com foco nas pessoas que têm necessidades especiais ou doenças.
Foi então que, curado o tumor, ela propôs que seu grupo de colegas do
mestrado criasse algo para despertar a empatia das pessoas para aqueles
que sofrem de Parkinson.
A ideia inicial era desenvolveruma caneta que liberasse cargas elétricas assim que a ponta encostasse no papel, dando à pessoa a sensação da “tremedeira”
causada pela doença. Durante os testes, contudo, o grupo percebeu que
os estímulos seriam benéficos justamente para os pacientes que têm
Parkinson, uma vez que ajudam a relaxar os músculos, que tendem a se
contrair devido à doença. Assim foi criada a Arc Pen, a primeira caneta desenvolvida para garantir uma escrita legível e o relaxamento muscular desses pacientes.
A caneta foi testada em 14 pessoas que
sofrem com a doença de Parkinson e se mostrou benéfica em 86% dos casos.
O mais interessante é que os efeitos de relaxamento duram até 10 minutos após o uso da caneta, garantindo que a firmeza na mão se mantenha também em outras atividades além da escrita.
Veja o funcionamento e as várias etapas do desenvolvimento da caneta Arc no vídeo abaixo:
Apesar de não serem tão novas quanto o ano… tecnologias como joelho com Bluetooth e pé protético que responde automaticamente aos desníveis de solo estão disponíveis no mercado e ainda são novidades para muita gente.
Graças à pesquisa e à alta tecnologia aplicadas ao mundo das próteses, tanto o risco como as diferenças entre as funções naturais do corpo humano e a substituição artificial se reduzem assombrosamente, até um ponto que muitos o acham ficção científica. Jens Müller (foto), especialista em próteses e figura muito reconhecida no setor, mostra à Agência Efe o que há de mais inovador no mercado.
PÉ INTELIGENTE – O “Pie Proprio” da empresa Ossur é um dos avanços que Jens Müller nos mostra em sua clínica ortopédica. O primeiro pé inteligente do mundo que responde instantaneamente a mudanças em desníveis do solo, modificando seu ângulo de inclinação. Até agora, as próteses de pé eram fixas em 90 graus. Esta novidade, como se fosse um tornozelo real, se adapta aos diferentes terrenos ao andar.
“Isto para os amputados é muito importante porque anteriormente, com os 90 graus fixos, a maioria tinha que fazer mais esforço e levantar a perna muito mais. Com este novo pé a elevação da prótese é menor, já que ao levantar eles podem arrastar a ponta no chão”, comenta Müller. “Um dos grandes problemas dos pés protéticos é o calçado. Quando o paciente muda os sapatos por outros de maior ou menor altura, automaticamente o resto da prótese já não serve”, diz o especialista.
O usuário, sobretudo, estava quase condenado a usar sempre o mesmo tipo de calçado com exatamente a mesma altura. O pé “inteligente” se ajusta, com um sistema de equilíbrio, ao salto do sapato.
BLUETOOTH PARA JOELHOS – A mesma empresa lançou a segunda geração de joelhos “Rheo”, que conta com a incorporação de Bluetooth para realizar ajustes e medições por computador, apresentando um melhor sistema para o controle e estudo do paciente. “A prótese controla perfeitamente cada passo no qual se encontra o paciente”, diz Müller. Um exemplo mais de inovação vem da companhia Otto Bock. Com o joelho “C-Leg Genium” os amputados poderão, pela primeira vez, imitar um passo da maneira mais parecida à forma biológica natural.
Segundo afirma Müller, “é mais um passo, a grande diferença está em que os usuários podem ter mais amplitude de atividade. Havia muitos obstáculos que eram impossíveis de resolver até esta última geração”. O aparelho tem uma posição de bloqueio e de marcha. Graças a bandas de dilatação, que mudam ao se pressionar o calcanhar e a ponta do pé, o joelho se bloqueia ou desbloqueia. Também tem a possibilidade de ser ativado mediante um comando à distância.
Como se fosse o Homem de Ferro, a tecnologia apresenta ao mundo o exoesqueleto, uma armação metálica externo, colocada por todo o corpo, que ajuda seu beneficiado a se movimentar. É um grande passo em pesquisa, mas ainda existem limitações. São lentos, volumosos e, sobretudo, caros. “Eles têm muita razão de existir para centros de reabilitação, já que ajuda muito o organismo o poder se movimentar, mas para o uso diário vejo que ainda há muitíssimo a fazer. Olhando para um futuro muito distante pode existir a possibilidade de realizar uma mistura pessoa-robô”, comenta o especialista.
O ortoprotético, que mostra uma grande preocupação com a integração social dos amputados, diz “o quanto são caras estas novidades e que para muitos são realmente obra de ficção”.
TECNOLOGIA BIÔNICA – Caminhar é algo que fazemos automaticamente mas, para usuários de próteses, é necessário pensar em como se caminha, especialmente sobre essas superfícies irregulares ou áreas não familiares. Segundo os especialistas é necessário um alto nível de aprendizagem. Para Müller este problema “deixaria de existir se puséssemos um microchip no cérebro conectado à prótese eletrônica, transmitindo informação, deixando-a agir sozinha, como se fosse uma perna saudável”. Realidade ou ficção? A resposta é “Tecnologia biônica”.
Em qualquer reviravolta do setor ortopédico se escuta falar da biônica. O objetivo é fazer trabalhar juntos sistemas biológicos e eletrônicos.
Daniel García Jurado, professor de desenho ortoprotético da Escola de Formação Ortoprotética da Andaluzia, sul da Espanha, explica: “A tecnologia biônica aplicada ao campo da protética tenta solucionar um problema que surge após a amputação de um membro. O cérebro manda informação ao membro e este atua. Em uma amputação, esta via de comunicação é cortada e a informação não flui. A biónica protética tenta reparar e tornar compatível um sistema mecânico-elétrico que restabeleça o “feedback” de informação”.
Embora já existam protótipos e a pesquisa tem focado nesta direção, por enquanto é uma opção distante no mercado, já que são projetos de grande envergadura financiados por entidades de renome como o projeto Darpa do Governo americano ou grandes multinacionais. Daniel destaca que em toda pesquisa haverá sistemas que acabarão sendo comercializados no futuro. “O desenvolvimento destas virá através da eletrônica e da vontade dos Governos e seguradoras de assumir o custo da inovação tecnológica”.
Respondendo à pergunta: “Algum dia um amputado poderá andar perfeitamente?” O professor diz: “Acho que a osteointegração (união diretamente do osso e da prótese mediante cirurgia) e a protética assistida, serão a culminação da protética perfeita. Isto nos aproximará mais do cinema de ficção”.
Embora seja muito pouco provável que a biônica proporcione poderes sobre-humanos, nos últimos 30 anos se avançou de forma espetacular no campo da tecnologia protética. O que uma vez parecia ficção científica está se tornando realidade de uma maneira vertiginosa. A emocionante fusão entre biônica e protética promete o surgimento de tecnologias que melhorarão em grande medida a mobilidade e o rendimento energético.
As pessoas que hoje em dia “caminham com o coração” poderão ver uma mudança em suas vidas em um futuro não tão distante.