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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Fisioterapia Preventiva no Esporte

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Seja de forma profissional ou amadora, todos os praticantes de atividades esportivas estão predispostos a sofrer com lesões musculo-esqueléticas. Sabe-se ainda, que a mínima lesão esportiva é capaz de diminuir o desempenho do atleta durante sua prática esportiva e, conforme a gravidade da lesão, o atleta deverá diminuir ou se afastar dos treinos e jogos para que haja uma recuperação adequada. Portanto, a Fisioterapia Preventiva visa diminuir o número e a severidade da lesão, e, ainda, preparar o atleta para desempenhar adequadamente suas funções na quadra.

Em alguns esportes e até mesmo profissões, alguns músculos são mais exigidos que outros provocando assim um desequilíbrio muscular, tal desequilíbrio também pode provocar lesões, um exemplo mais frequente é um estiramento do músculo enfraquecido, comum em jogadores de futebol quando realizam um chute mais forte e, portanto, sentem dores no posterior da coxa, por exemplo.
Em qualquer atividade que gerar impacto (vôlei, basquete, tênis, handebol), o que irá ajudar a proteger sua articulação do choque seja ele forte ou excessivo, será uma musculatura forte e resistente. Não vai ser seu tênis "super Z" que vai reduzir o impacto de suas corridas, o que o suporta é uma musculatura desenvolvida.
No tênis há uma lesão comum no cotovelo (Epicondilite Lateral), ocasionada pelo excesso de uso de um mesmo braço. Essa lesão, que se origina no cotovelo, ocorre nos tendões e nos músculos extensores de punhos e dedos. A musculação é capaz de fortalecer e melhorar a flexibilidade, devido ao fato de que a musculação fortalece o tendão tão exigido.
Quem trabalha com a fisioterapia desportiva sabe que é impossível eliminar todas as lesões, principalmente aquelas por traumas diretos. Porém, alguns pontos específicos da prática esportiva devem ser levados em conta para prevenir o aparecimento das lesões como: a modalidade esportiva praticada e os grupos musculares mais utilizados para tal, as características físicas do atleta e a identificação das lesões mais comuns que este atleta está sujeito de acordo com as suas atividades. Para isso, alguns fatores de risco devem ser identificados como: esporte individual ou coletivo, de contato ou impacto, nível de competição, superfície de jogo, uso de equipamento de proteção, idade, gênero, lesões prévias, condicionamento físico, flexibilidade e força muscular, posicionamento do atleta dentro da quadra, biomecânica do gesto esportivo, entre outros. A partir dessas informações, o Fisioterapeuta deve desenvolver e aplicar estratégias de prevenção de forma individualizada durante um período pré-determinado e refazer a avaliação, comparando seus resultados ao início do programa preventivo.
Por fim, a realização de exercícios para fortalecimento dos músculos de estabilização central, conhecidos como Core,buscando melhorar a função dos membros durante e evitando a instabilidade articular e alterações biomecânicas. Além disso, criar o hábito de se alongar se faz importante a medida que a flexibilidade da musculatura encurtada poderia trazer complicações futuras. Além disso, o alongamento ajuda a dar mais liberdade ao movimento do atleta e auxilia na diminuição de aderências teciduais.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

fisioterapia-atletas
Diferentes tipos de lesões podem acometer os atletas e, normalmente, são divididas de acordo com as estruturas afetadas: músculo-tendinosas, articulares, ósseas e assim por diante, e estão relacionadas com a biomecânica e treinamentos inadequados, alterações anatômicas, disfunções fisiológicas, uso de vestimentas e calçados não apropriados ao tipo de esporte praticado e acidentes.
Conforme o tipo de esporte praticado, elas distinguem-se quanto às principais regiões acometidas, estruturas envolvidas, gravidade e características específicas. Abaixo estão listadas as mais frequentes:

 Lesões e principais acometimentos músculo-tendinosos:

– Bursite: inflamação da bursa (saco cheio de líquido que protege as estruturas contra as demais do atrito) devido a trauma direto, fricção repetida ou infecção.
– Contratura: Encurtamento patológico das fibras musculares (cãibra forte) inibindo o alongamento do músculo a fim de proteger as estruturas envolvidas (articulação, ligamentos, etc.).
– Estiramento muscular: Lesão indireta (laceração) em músculos e tendões devido ao alongamento ou estresse excessivo das fibras envolvidas.
– Fascíte: Inflamação da fáscia muscular (estrutura de sustentação). Geralmente ocorre em corredores na planta dos pés.
– Tendinite: Inflamação do tendão devido a alterações biomecânicas e/ou microtraumatismos repetidos. O tendão pode sofrer espessamento comprometendo sua função.

 Lesões ligamentares, capsulares e outras estruturas articulares

– Entorses: A articulação é alongada além de seu limite anatômico, resultando em estiramento dos ligamentos.
– Sinovite: Inflamação da membrana sinovial, responsável pela secreção de líquido sinovial (“lubrificante” da articulação).
– Subluxação articular: Perda parcial do contato das superfícies articulares em conseqüência a forças de tensão excessivas. Podem retornar espontaneamente ao seu alinhamento.
– Luxação articular: Perda total do contato das superfícies articulares com presença de deformidade. É necessária a redução (realinhamento) realizada por um médico.
– Osteoartrite: Degeneração das superfícies articulares devido a microtraumatismos sucessivos.

 Lesões ósseas

– Fratura: Ruptura de um osso. Os tipos de fratura variam de acordo com o mecanismo de ação das forças: transversais, expostas, compressivas, avulsão, etc.
Fonte:http://fisioterapiamanual.com.br/blog/artigos/fisioterapia-em-atletas-lesoes-mais-recorrentes/

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Vivendo em uma cadeira de rodas desde o acidente de esqui que a deixou entre a vida e a morte, no início de 2014, Laís Souza pode, em breve, ter um novo rumo no esporte. A ex-ginasta olha com carinho a possibilidade de praticar bocha adaptada e se tornar uma paratleta.
“Tenho ideia de algumas coisas. Conheci a bocha adaptada, que não precisa ter muitos movimentos para praticar. Tem uma equipe profissional no Rio de Janeiro e pretendo conhecer. Talvez eu seja uma paratleta em breve”, revelou Laís, durante um debate que participou nesta terça-feira, em São Paulo.
A modalidade seria a única que atenderia o grau de lesão da ex-ginasta, de 26 anos, que devido a uma lesão na coluna cervical perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Na bocha adaptada, com o auxílio de uma rampa, é possível que os atletas controlem o lançamento das bolas utilizando apenas a cabeça.
Embora cogite experimentar a nova modalidade, Laís ainda não teve contato com a bocha. Disputar as Paralimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, portanto, é apenas uma possibilidade. “Tudo vai depender de como for o meu desempenho. E se eu começo a treinar e sou horrível?”, explicou.
Atleta da ginástica até 2013, Laís aceitou um convite da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) para integrar a equipe de esqui aéreo nas Olimpíadas de Inverno de Sochi, no ano passado. Mas durante um treino nos Estados Unidos, pouco antes de competição, sofreu um acidente que causou uma lesão entre as vértebras C2 e C3, que a deixou tetraplégica.
Depois de ficar com a vida por um fio na UTI, a ex-ginasta e ex-esquiadora iniciou um longo processo de recuperação, trocando a rotina de treinamentos e competições por sessões de três horas diárias de fisioterapia.
Laís lida com uma força inspiradora com as dificuldades que a vida lhe impôs. Cada pequena avanço é comemorado, como as medalhas que se acostumou a ganhar durante a carreira de atleta.
“Primeiro foi começar a falar e a respirar sozinha. Eu cantava na UTI para expandir meu diafragma”, lembrou a ex-ginasta. “Logo depois veio conseguir comer sozinha”, acrescentou.
Ela também aposta em um tratamento experimental com células-tronco para tentar recuperar ao menos parte dos movimentos. Os progressos surgem aos poucos. “Senti melhora na sensibilidade no pé, no braço, nas costas, na barriga”, contou.
Hoje, segundo a própria Laís, cerca de dez pessoas estão ao seu redor para auxiliar na recuperação, entre a fisioterapeuta, equipe médica e de marketing, a mãe e o cuidador, que sempre acompanha, auxiliando nas atividades do dia a dia.
Fonte:http://www.casadaptada.com.br/2015/08/tetraplegica-lais-souza-cogita-futuro-no-esporte-talvez-seja-uma-paratleta/

APÓS SUPERAR UM CÂNCER, ROSINHA SANTOS RENASCE COM BRONZE NO PARAPAN

Campeã paralímpica em 2000, veterana do atletismo venceu doença e tratamento de um ano para voltar a competir: ‘Achei que tudo tinha acabado, mas foi um recomeço’
Rosinha Santos se emociona com o bronze que conquistou em Toronto
Washington Alves/MPIX/CPB
Rosinha Santos se emociona com o bronze que conquistou em Toronto
Rosinha Santos escreveu mais um grande capítulo em sua história de superação no Parapan de Toronto. A veterana do atletismo paralímpico conquistou o bronze, na última terça-feira, na prova de arremesso de peso categoria F56/57, depois de ficar afastada do esporte por um ano enquanto fazia tratamento contra um câncer linfático na garganta.
A medalha representou o segundo “renascimento” na vida de Rosinha, que aos 18 anos, quando trabalhava como empregada doméstica, perdeu a perna esquerda vítima de um atropelamento causado por um motorista embriagado.
Campeã paralímpica no arremesso de peso e de disco nos Jogos de Sydney 2000, e ouro no arremesso de disco no Parapan de Guadalajara 2011, a pernambucana de Recife temeu pelo fim da carreira de atleta ao descobrir a doença.
“Quando fiquei sabendo do câncer pensei que nunca mais iria competir. Achei que tudo tinha acabado. Mas foi um recomeço”, relatou a atleta, de 43 anos. “Foi onde encontrei forças para tentar chegar ainda mais longe”, completou.
Esforço de Rosinha para voltar ao esporte foi recompensado com pódio no Parapan
Washington Alves/MPIX/CPB
Esforço de Rosinha para voltar ao esporte foi recompensado com pódio no Parapan
O tratamento do câncer, descoberto em janeiro de 2014, durou um ano e a afastou completamente de qualquer atividade esportiva. “Não podia tomar sol, não podia fazer esforço”, contou. Apenas em 19 de janeiro deste ano ela recebeu alta médica para voltar a treinar. “Passa um filme na minha cabeça de tudo o que fiz, do que aconteceu comigo”, relembrou.
Antes de se aposentar definitivamente do atletismo, Rosinha ainda tem um desejo: disputar sua quarta edição de Paralimpíadas em 2016, desta vez em casa – antes, competiu em Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008. “Se o treinamento até agora foi leve em função do retorno da doença, agora vai ser pesado”, prometeu.

Fonte:http://www.casadaptada.com.br/

sábado, 15 de agosto de 2015

ESPORTE MODIFICA A FORMA, O RITIMO DE BATIMENTOS E O TAMANHO DO SEU CORAÇÃO


largada maratona de chicago (Foto: Agência EFE)Maratonistas possuem coração com grande dilatação nas cavidades, os ventrículos   (Foto: Agência EFE)

Um fato bastante interessante foi destacado por pesquisadores de credibilidade científica (Morganroth e Pellicia). Dependendo do esporte e da posição que se tem nele, o coração terá a sua estrutura e forma definida. Até o ritmo cardíaco tem essas adaptações.

Atletas especializados em esportes aeróbicos, como os maratonistas ou que treinaram pelo menos seis meses fortes para participar de uma corrida de 42km no ano, têm em primeiro lugar uma forte adaptação do ritmo cardíaco. 
Isso diminui bastante do padrão habitual médio de 80 batimentos/minuto, para 40 a 50 batimentos/minuto, sem que isso signifique necessariamente alguma doença do marca-passo natural do ser humano. Por isso, são chamadas de adaptações fisiológicas. Evidentemente, sempre fazemos exames específicos para afastar certas doenças que causam alterações parecidas com as fisiológicas do atleta.

Outra característica é a forma e o tamanho do coração. Em esportes como o levantamento de peso ou outro exercício anaeróbico, o atleta terá um coração de grande espessura e pouca ou nenhuma dilatação de suas cavidades (dos ventrículos), o que chamamos de hipertrofia concêntrica.
 
Darlia Soares - fisiculturista norte-rio-grandense (Foto: Arquivo Pessoal)Fisiculturistas possuem um coração com grande espessura e pouca dilatação das cavidades internas 

Nos atletas e esportistas de alto rendimento de corridas longas, o coração tem o seu tamanho determinado pela hipertrofia excêntrica. Ou seja, pouco aumento da espessura e grande aumento da cavidade dos ventrículos.

Sabemos que a imensa maioria de esportes tem os dois estímulos combinados, o aeróbico e anaeróbico, com preponderância de um deles e é isto que vai determinar uma dessas formas ou um equilíbrio entre as duas formas. Nos esportes coletivos, temos mais uma variável, a posição do atleta. Um goleiro, lateral e atacante têm corações muito diferentes na forma e no ritmo de suas pulsações.

No vôlei, basquete, futebol de salão, nas corridas curtas e longas, as diferentes alterações ocorrem pelas posições no time. Nós (médicos) chegamos a "adivinhar" o esporte e a posição de um atleta apenas examinando o seu eletrocardiograma.

Outro grande fator que modifica o coração é a origem genética e étnica; os afrodescendentes têm mais alterações dos exames do que as encontradas nos europeus e asiáticos, mesmo quando fazem os mesmos esportes nas mesmas posições.

Tudo isso mostra a grande dificuldade e sem dúvida a importância do profundo conhecimento do que chamamos de coração de atleta, pelas tantas variáveis que causam dificuldades mesmo entre médicos treinados nesse tema. Diferenciar cardiopatia de adaptação fisiológica é hoje uma tarefa de profundo conhecimento e ainda com muitas interrogações.

Fonte:Atleta-Fisioterapia.com