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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

5 Funções da Cintura Escapular

http://www.ranysiqueira.com.br/wordpress/wp-content/uploads/2015/10/Cinturaescapular.jpg

A cintura escapular possui dois pares de ossos: uma clavícula e uma escápula, sendo um de cada lado. A clavícula mede aproximadamente quinze centímetros de comprimento parecendo ser reta se vista em sua porção anterior, porém é curva quando vista superiormente. A extremidade esternal é convexa anteriormente e a extremidade acromial é convexa posteriormente. A superfície superior é lisa e a extremidade inferior é rugosa; a extremidade esternal é mais grossa e a extremidade acromial é mais achatada.
Veja 5 funções dessa região


1) Ritmo escapuloumeral

movimento da escápula, em sincronia com os movimentos do úmero, permite 150 a 180 graus de amplitude de movimento no ombro para flexão ou abdução com elevação. A mobilidade varia consideravelmente entre indivíduos normais, mas geralmente se aceita que seja de 2:1 (2 graus de movimento gleno-umeral para 1 grau de movimento escapular). O movimento sincronizado da escápula permite que os músculos que movem o úmero mantenham uma boa relação comprimento/tensão ao longo da atividade.

Os músculos que fazem a rotação para cima da escápula são o trapézio superior e inferior e o serrátil anterior. Fraqueza ou paralisia completa desses músculos leva a rotação para baixo da escápula pelo deltóide e supra-espinhoso contralaterais quando se tenta a abdução ou flexão. 

A fraqueza ou má sincronização dos músculos que fazem a rotação para cima pode alterar a relação do úmero no espaço supra-umeral à medida que o braço é abduzido, levando a microtraumas dentro da articulação nos tecidos moles do espaço supra-umeral.

2) Elevação clavicular e rotação com movimento do úmero

Inicialmente, com rotação para cima da escápula, ocorrem 30 graus de elevação da clavícula na articulação EC. Então, à medida que o ligamento coracoclavicular se torna tenso, a clavícula roda 38 a 50 graus sobre seu eixo longitudinal, o que eleva a sua extremidade acromiana (porque é em formato de manivela). A escápula então roda mais 30 graus na articulação AC. A perda de qualquer um desses componentes funcionais irá diminuir a quantidade de rotação escapular e assim a amplitude de movimento do membro superior.

3) Rotação externa do úmero com elevação completa através da abdução

Para que o tubérculo maior do úmero libere o arco coracoclavicular, o úmero precisa rodar externamente à medida que é elevado além da linha horizontal. Uma rotação externa fraca ou inadequada resultará em compressão dos tecidos moles no espaço supra-umeral, provocando dor, inflamação, e eventual perda de função.

4) Rotação interna do úmero com elevação completa através da flexão

A rotação medial começa em torno dos 50 graus de flexão passiva do ombro quando todas as estruturas estão intactas. Com a amplitude completa de flexão e elevação do ombro, o úmero roda medialmente 90 graus.

A maioria dos músculos flexores do ombro são rotadores mediais do úmero. À medida que o braço se eleva acima da horizontal no plano sagital, a cápsula anterior e os ligamentos tornam-se tensos, levando o úmero a rodar medialmente.

A configuração óssea da face posterior da cavidade glenóide contribui para o movimento de rotação interna do úmero à medida que o ombro flexiona.

5) Deltóide – mecanismo da bainha rotadora curta e supra-espinhal

A maior parte da força do músculo deltóide provoca translação para cima do úmero; se não houver oposição ocorre colisão da cabeça do úmero com o arco coracoacromiano. O efeito combinado dos músculos rotadores curtos (infra-espinhal, redondo menor e subescapular) causa compressão e translação para baixo do úmero.

A ação do deltóide e dos rotadores curtos resulta em força dupla, o que provoca um giro da cabeça do úmero e abdução do úmero. O músculo supra-espinhal tem um efeito compressivo com leve translação para cima no úmero. Esses efeitos, combinados com o efeito da gravidade, levam a abdução do braço. A interrupção ou má coordenação de qualquer um desses músculos pode levar a mircrotraumas e eventual disfunção na região do ombro.

Fonte:http://www.facafisioterapia.net/2016/01/5-funcoes-da-cintura-escapular.html

sábado, 30 de janeiro de 2016

A importância da água para o organismo humano


A água é um componente essencial de todos os tecidos corpóreos. Ela constitui mais de 60% do organismo humano e praticamente em todas as funções necessárias à vida. Depois do oxigênio é da ausência de água que mais o organismo sentirá falta, daí a importância de ser mantida uma boa hidratação corporal.

Benefícios da água:
  • A água desempenha papel chave na estrutura e função do sistema circulatório;
  • A água atua como meio de transporte para os nutrientes e todas as substâncias corpóreas;
  • A água é essencial para os processos fisiológicos de digestão, absorção e excreção (auxiliando no processo de detoxificação);
  • A água regula a temperatura corporal;
  • A água age como lubrificante em diversos órgãos e articulações;
  • Recomenda-se entre 30 e35ml de água/kg de peso corpóreo por dia.
Curiosidades: 
  • A ausência de água possui efeito mais intenso sobre a capacidade do organismo em exercer uma tarefa do que a falta de quaisquer outros nutrientes;
  • A redução entre 4 e 5% da água corpórea reduz 20 a 30% a capacidade de trabalho de órgãos e sistemas;
  • Sem água, o corpo humano só continuará funcionando por 2 ou 3 dias;
  • O corpo não possui condição para armazenamento de água, portanto a quantidade de água perdida a cada 24 horas deve ser reposta;
  • A água ingerida é rapidamente absorvida, sendo de alta digestibilidade, 20 minutos após penetrar no estômago já está no intestino.

Fonte:http://www.bensaude.com.br/noticias/leitura/433/A-import%C3%A2ncia-da-%C3%A1gua-para-o-organismo-humano

sábado, 19 de dezembro de 2015

A neurociência do cinema: como nosso cérebro reage aos filmes que vemos

Imagem: cena de Matrix
Imagem: cena de Matrix
Por: , diretamente do Gizmodo
Em evento recente organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, em Hollywood, neurocientistas, psicólogos e cineastas se reuniram para analisar filmes de um ponto de vista diferente: o cérebro dos espectadores. Não é segredo que os filmes mexem com a gente – emocionam, tocam, mudam percepções. O que o evento, chamado Filmes no Seu Cérebro, coloca em debate são as implicações cognitivas e perceptivas das películas. A arte e a ciência caminham de mãos dadas, mesmo que às vezes não se deem conta disso.
Exemplo prático: a cena de ação no autódromo em Homem de Ferro 2. Tim Smith, da Universidade de Londres, observou o movimento dos olhos de 75 pessoas que assistiram àquela cena, criando um mapa de calor quadro a quadro. Ele concluiu que a maioria dos espectadores foca suas atenções nos mesmos pontos, resultado que o diretor, Jon Fravreau, queria alcançar quando filmou a referida cena.
O segredo, para Favreau, é tornar realidade os objetos de atenção dos espectadores. “Tudo em que você estiver olhando é real, e tudo o que não estiver [no seu campo de visão] é falso.” Na cena, o vilão Ivan Vanko aparece no meio de uma corrida usando uma armadura robótica e um chicote elétrico e, com a ajuda desse, parte ao meio o carro que Tony Stark pilotava. O carro e os rostos eram reais; a plateia e os barquinhos que simulavam Mônaco? Tudo computação gráfica.
Favreau explicou que física e expressões humanas são difíceis de simular, então para passar verossimilhança, sua equipe construiu uma réplica em tamanho e peso reais de um carro de Formula 1 para a tomada. Suas partes foram jogadas em rampas de ar para criar o espetáculo de destruição na tela. O que o diretor antecipou intuitivamente, a ciência respaldou. A cena parece real porque nós olhamos nos pontos certos, naqueles em que o diretor dedicou mais esforços.
Mas todo mundo teve a mesma sensação? Dependendo do filme, há uma dança sincronizada entre os cérebros da plateia. É o que sugere outra pesquisa, de Uri Hasson, psicólogo da Universidade de Princeton. Filmes bem estruturados e que usam muitos recursos cinematográficos (cortes, ângulos de câmera e composições para controlar a percepção da audiência) conseguem sincronizar até incríveis 70% da atividade cerebral da plateia. “O filme domina as respostas cerebrais dos espectadores,” diz Hasson. Bons exemplos? Três Homens em Conflito, de Sergio Leone, e Um Dia de Cão, de Sidney Lumet:
Ressonância magnética ao vermos filmes.
Ari Handel, produtor que costuma trabalhar com o diretor Darren Aronofsky e é PhD em Neurociência pela Universidade de Nova York, ratifica essa ideia. Ele diz que uma cena de Cisne Negro em que Nina, a personagem principal, imagina sentir penas negras nascendo nas suas costas, alcança 70% de sincronia no córtex dos espectadores analisados. Para ele, isso é um fator positivo: “Eles realmente parecem similares, mas seria surpreendente se não fossem.”
De posse desses resultados, quer dizer que no futuro os estúdios usarão ressonância magnética para saber que filmes fisgam a audiência ou não? Talvez. Mas não quer dizer que altos índices de sincronia cerebral serão sempre a meta a ser atingida. Para filmes que brincam com a ambiguidade e a falta de estrutura, elementos que potencializam a sincronização, o contrário é desejável. Hasson cita o cineasta russo Andrei Tarkovsky como contraexemplo: seus filmes fogem do convencional, não usam técnicas consagradas do cinema hollywoodiano. “Se vcê quer que as pessoas pensem uniformemente e em sincronia, pode usar essa ferramenta. Se quer que as pessoas pensem diferente, você também pode usar essa ferramenta.” O cinema é fantástico.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

MÉDICO BRASILEIRO AJUDA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL NO CANADÁ DE UMA FORMA EMOCIONANTE. CONHEÇA ESSA HISTÓRIA

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deficiência visual faz parte da realidade de muitas pessoas no Brasil e no mundo. Pensando em diminuir o máximo possível esse numero, a medicina tem estudado diversas formas de ajudar essas pessoas a voltarem a enxergar, ou até enxergar pela primeira vez.
Infelizmente, ainda não é possível implantar olhos sintéticos nos pacientes e em muitos casos não é possível corrigir os olhos com cirurgia. Sendo assim, a ciência, com a ajuda da tecnologia, achou uma maneira de fazer os deficientes visuais apreciarem o mundo e as cores. Se chama Visão Biônica que liga um pequena câmera ao lugar responsável por reproduzir as imagens no cérebro.
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Esse tipo de operação vem sendo estudado a décadas, mas ainda não havia sido feito em humanos. Para a nossa alegria, recentemente aconteceu num hospital no Canadá, e melhor ainda, um médico brasileiro estava presente na sala de cirurgia: Flávio Rezende.
Uma mulher de 51 anos agora tem um chip implantado na retina. Uma câmera especial no óculos da paciente transmite as imagens por uma antena sem fio ao chip e este, por sua vez, envia as imagens ao cérebro dela pelo nervo óptico. Obviamente, a câmera não tem a mesma qualidade da visão humana, mas Rezende afirma que a intenção é faze com que esses pacientes possam andar sozinhos em casa e se tornarem mais independentes. Mesmo assim, vale lembrar que para as pessoas que tem problemas no nervo óptico, é inútil fazer essa cirurgia.
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“É como uma máquina fotográfica, que você controla o diafragma para entrada de luz. Estabelecemos quais os objetivos do paciente. Por exemplo, se o objetivo é conseguir fazer melhor as coisas dentro de casa, então a companhia ajusta de acordo com a quantidade de luz que existe em ambientes internos. Para nós parece uma coisa banal, mas para eles é uma mudança de vida. Os pacientes passam a se locomover pelos cômodos sem bater nas coisas, alguns até conseguem distinguir letras”, contou Fábio ao jornal O Globo
NÃO É SÓ ENXERGAR, MAS SIM, VER E VIVER A VIDA DE UMA FORMA QUE ESSAS PESSOAS NUNCA PUDERAM. É REALMENTE MUITO EMOCIONANTE!
Fonte:http://atl.clicrbs.com.br/mundoidao/2015/10/04/medico-brasileiro-ajuda-pessoas-com-deficiencia-visual-no-canada-de-uma-forma-emocionante-conheca-essa-historia/

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Jovem com Down se casa e pai escreve carta tocante

Jillian vestida de noiva e sorrindo, segurando um bouquet de flores
Um pai escreveu uma carta emocionante a sua filha duas horas antes dela se casar. Enquanto Jillian se arrumava para dizer “eu aceito”, seu pai, Paul Daugherty, colunista esportivo do jornal Cincinnati Enquirer, escrevia para a filha de 25 anos detalhando como ele costumava chorar ao pensar que ela não seria aceita por ter síndrome de Down. Um medo, ele acrescenta, que se mostrou sem sentido. As informações são do Daily Mail.
“Em duas horas, você fará a caminhada da sua vida, uma caminhada que se torna ainda mais memorável por tudo que já alcançou até hoje”, ele escreveu na carta publicada pelo site The Mighty. “Eu não sei quais foram as dificuldades para uma mulher com síndrome de Down se casar com o amor de sua vida. Só sei que você superou todos elas”.
Jillian trabalha no departamento de esportes da Universidade do Norte de Kentucky e após 10 anos de namoro, casou-se com o namorado Ryan Mavriplis no dia 27 de julho. Os dois se conheceram em um campo de futebol há 11 anos. O pai do jovem treinava um time de pessoas com deficiência e após o jogo, Ryan convidou Jillian para um baile no colégio.
Na mensagem, Paul, autor do livro An Uncomplicated Life ("Uma Vida Descomplicada", em tradução livre), que fala sobre como foi criar Jillian, conta como ele e a esposa se preocupavam da filha não ter amigos.
“O que não poderíamos fazer era outras crianças gostarem de você. Aceitarem você, serem suas amigas, ficarem ao seu lado na área vital que é a social. Pensamos ‘o que é a vida de uma criança se não for recheada de festas do pijama e aniversários ou de encontros para ir ao baile?”, o pai indaga na carta.
Ele lembra como “chorou por dentro” quando ela tinha 12 anos e disse a ele que não tinha nenhum amigo.
Porém, “há uma década, quando um jovem rapaz entrou em nossa casa vestindo um terno e trazendo um corsage feito de orquídeas cymbidium disse ‘vim levar sua filha ao baile, senhor’, qualquer medo que eu tinha sobre sua vida ser incompleta desapareceu”.
Paul também comenta que Jillian fez tudo aquilo que sempre disseram que ela não poderia fazer, incluindo se casar.
O pai explicou em seu blog que o casal “já viveu junto por quase dois anos, então independência não é um problema”. Segundo ele, “tudo o que tivemos que fazer era preparar os dois: alugar um guarda-chuva e duas cadeiras, avisá-los sobre o transporte gratuito que o hotel oferecia para atrações locais, lembra-los que protetor solar não era opcional”.
“Em muitos sentidos, eles já são como um velho casal casado. Em outros, eles ainda não são. Desde o dia do casamento, Jillian e Ryan parecem ter renovado o que um representa para o outro”.
Confira a tradução completa da carta:
Querida Jillian,
É a tarde do seu casamento. 27 de junho de 2015. Em duas horas você fará a caminhada da sua vida, uma caminhada que se torna ainda mais memorável por tudo que já alcançou até hoje. Eu não sei quais foram as dificuldades para uma mulher com síndrome de Down se casar com o amor de sua vida. Só sei que você superou todos eles.
Você está no andar de cima agora, terminando de se preparar com sua mãe e damas de honra. Seu cabelo está perfeitamente enrolado acima do seu pescoço esguio. Seu vestido todo enfeitado com pedras – “meu brilho”, como você chama – atrai todo raio de sol de um final de tarde. Sua maquiagem – com batom vermelho! – de algum jeito parece te deixar ainda mais bonita, uma beleza que só cresce desde o dia que você nasceu. Seu sorriso está florescendo e é para sempre.
Estou aqui fora, embaixo da janela, olhando para cima. Vivemos para presenciar momentos como esse, quando a esperança e os sonhos se encontram em um doce momento do tempo. Quando tudo que sempre imaginamos chega e se torna claro. Felicidade é possível. Agora eu sei, enquanto espero aqui embaixo da janela.
Eu tenho muita coisa e nada para te contar. Quando você nasceu e com o decorrer dos anos, não me preocupei com o que você alcançaria academicamente. Sua mãe e eu te ajudaríamos. Iríamos mudar a lei se precisássemos. Poderíamos fazer professores te ensinarem e sabíamos que ganharia o respeito de seus colegas.
O que não poderíamos fazer era outras crianças gostarem de você. Aceitarem você, serem suas amigas, ficarem ao seu lado nessa área vital que é a social. Pensamos “o que é a vida de uma criança se não for recheada de festas do pijama e aniversários ou de encontros para ir ao baile?”
Nós nos preocupamos tanto com você. Eu chorei por dentro na noite que você, com 12 anos, desceu as escadas e declarou “eu não tenho nenhum amigo”.
Todos nós desejamos as mesmas coisas para nossas crianças. Saúde, felicidade e uma habilidade para aproveitar o mundo, não só para crianças típicas. Essa busca é um direito inato de cada criança. Eu me preocupava com você, Jillian.
Eu não deveria. Porque você é natural quando o assunto é se socializar. Eles te chamavam de prefeita no Ensino Fundamental por sua habilidade de se comunicar com todo mundo. Você participou do grupo de dança no Ensino Médio. Você passou quatro anos indo às aulas na faculdade e deixou impressões profundas em todos que conheceu.
Você lembra de todas as coisas que disseram que não poderia fazer, Jills? Não poderia andar em veículos com duas rodas ou fazer esportes. Não poderia ir para a faculdade. Com certeza não poderia se casar... E agora, olhe para você.
Você é a pessoa mais legal que conheço. Alguém que consegue viver uma vida de empatia e compaixão, sem maldade, é alguém que todos nós queremos conhecer. As coisas funcionaram para você por ser quem é.
Eu poderia dizer para entregar seu coração ao Ryan, todo seu coração, mas isso seria óbvio demais. Eu poderia te dizer para ser gentil e boa com ele, e ele bom com você. Mas os dois já fazem isso muito bem, com todos que conhecem. Poderia desejar uma vida de amizade e respeito mútuo, mas vocês já estão juntos há uma década, então o respeito e amizade já são aparentes.
Há uma década, quando um jovem rapaz entrou em nossa casa vestindo um terno e trazendo um corsage feito de orquídeas cymbidium disse “vim levar sua filha ao baile, senhor”, qualquer medo que eu tinha sobre sua vida ser incompleta desapareceu.
Agora, você e o Ryan estão embarcando em uma jornada juntos. É um novo desafio, mas não é mais assustadora para você do que para qualquer outra pessoa. Por ser quem é, pode ser até menos assustadora. A felicidade vem fácil para você. Assim com a habilidade que tem de deixar os outros felizes.
Estou te vendo. Os preparativos terminaram, a porta está se abrindo. Minha garotinha, toda de branco, cruzando um caminho para outro sonho conquistado. Estou de pé, sem ar e totalmente paralisado pelo momento. “Você está linda” é o melhor que consigo dizer.
Jillian me agradece. “Sempre serei sua garotinha”, diz em seguida.
“Sim, sempre será”, respondo. Digo que é hora de ir. Temos uma caminhada a fazer.

domingo, 4 de outubro de 2015

Mineira cria móveis para crianças com deficiência física

A mineira Érika Foureaux, 40 anos, tem uma filha, chamada Sophia, 20, que nasceu com paralisia cerebral. Em 2001, quando a jovem tinha 6 anos, as cadeiras da escola não eram adaptadas às suas dificuldades. Para ajudar a garota, a designer largou o trabalho em uma empresa francesa de móveis infantis e criou a ONG Instituto Noisinho da Silva, uma instituição que nasceu para militar pelos direitos de crianças com deficiência no país e desenvolver soluções para que elas possam estudar e brincar como qualquer outra.
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Érika procurou catalogar a anatomia dos quadris e colunas de 3 mil crianças com dificuldades motoras. Após esse trabalho, foi criada a primeira carteira escolar ergonômica do mundo, que consegue acomodar meninos e meninas com ou sem deficiência. Então, a mineira desenvolveu uma cadeirinha para crianças de 1 a 6 anos, chamada de Ciranda, que permitia que aquelas que não conseguem sentar sozinhas consigam brincar com os amigos em rodas no chão.
Depois de alguns anos arrecadando doações para a ONG e levando cadeiras e carteiras funcionais para todo o país, a designer fundou em 2012 a empresa The Products com o objetivo de vender e exportar seus produtos. A loja oferece venda online para pais de crianças deficientes no Brasil e no exterior e também fornece material para prefeituras, Apaes (Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais) e fundações empresariais.
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A empresa reverte parte de seu lucro para pesquisas do Instituto Noisinho da Silva. Érika também foi finalista do prêmio cartier de empreendedorismo feminino no ano passado e a The Products ganhou o certificado B, o que garante que nenhuma das etapas de fabricação tenha exploração social nem ambiental.
Fonte:https://queminova.catracalivre.com.br/inclui/mineira-cria-moveis-para-criancas-com-deficiencia-fisica/?utm_source=soclminer&utm_medium=soclshare&utm_campaign=soclshare_facebook

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

PAPA FAZ FISIOTERAPIA PARA TRATAR PROBLEMA NO QUADRIL

"O papa sofre de problemas no movimento de suas pernas. Alguns dias está melhor do que outros. Durante uma viagem como esta, no qual deve se deslocar muito, está um pouco fatigado fisicamente. É normal. Mas felizmente, dorme bem", acrescentou o padre Federico Lombardi, durante coletiva de imprensa.
Aos 78 anos, o papa, que faz uma viagem de oito dias por Cuba e Estados Unidos, caminha lentamente e mancando. Quando sobe ou desce escadas perto de um altar ou em um átrio, um dos sacerdotes que costumam acompanhá-lo o segura discretamente pelo braço para apoiá-lo. Mas Francisco não parece gostar muito da ajuda.
Em seu dia a dia, Jorge Bergoglio acorda às 4h ou 5h da manhã e cumpre uma agenda de trabalho intensa no Vaticano. Suas viagens são ainda mais cansativas.
O papa se despedirá dos Estados Unidos neste domingo, com a missa de encerramento do Encontro das Famílias, e depois de se reunir, pela manhã, com bispos americanos e visitar um centro correcional para jovens de 18 a 21 anos.

Fonte:http://www.fisioterapia.com/noticias/imprimir/2209


sábado, 19 de setembro de 2015

MENINA SEM UM DOS BRAÇOS GANHA CÃO IGUAL À ELA E SE TORNAM GRANDES AMIGOS


(Foto: Reprodução/Daily Mail)
Ella Peggie tem um ano de idade e nasceu sem o seu braço esquerdo. Sua mãe, Brooke Hodgson, de 21 anos, fez questão de escrever um e-mail ao ao centro animal “Animal Welfare League of Queensland”, em busca de melhorar a “auto-estima” da filha
Em Queensland (Austrália), Brooke viu um anúncio de um cão que estava em busca de um lar. Ela se chama Snowy, também tem um ano de idade e, coincidentemente, uma pata a menos devido a uma cirurgia.
No e-mail, a mãe perguntou se o animal poderia ser ‘reservado’ para a filha e a resposta foi positiva.
“Vai ser incrível quando Ella perceber que é um pouco diferente dos demais e, ao se entristecer, ver que ela não está sozinha”, afirma Brook. “Elas têm a mesma idade, são novas e possuem um longo tempo de vida pela frente para crescerem juntas. Isso me emociona”, finaliza a mãe de Ella, que ao ver a cachorrinha pela primeira vez no anúncio, se apaixonou.

(Foto: Reprodução/Daily Mail)
    
Fonte:Casadaptada                                      

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Jessica Cox, de 32 anos, nasceu sem braço, mas pratica artes marciais e aprendeu a pilotar um avião sem o uso de próteses. Conheça a história da mulher que entrou para a história da aviação
A primeira coisa que as pessoas notam quando encontram a americana Jessica Cox, 32, é que ela não tem braços – Cox está acostumada com os olhares. Mas quando conhecem a primeira piloto sem braços e faixa preta do mundo, descobrem que a deficiência não define quem ela é.
Jessica Cox surpreendeu os médicos e os pais ao nascer sem os braços (Foto: Reprodução/Facebook)
Cox nasceu sem os membros superiores em um caso que até hoje desafia os médicos por não haver uma causa para sua deficiência. Desde cedo, ela se adaptou à sua condição com a ajuda da família e do esporte.  À Marie Claire americana, a piloto, que também trabalha como palestrante motivacional, falou sobre sua rotina e como entrou para a história da aviação.
MC: Ser a primeira pessoa sem braços a pilotar um avião é bastante impressionante.
JC: Se você me perguntasse sobre a obtenção de uma licença de piloto antes de 2005, eu diria que você estava louca. Depois de me formar na faculdade, um piloto de caça me perguntou se queria voar em um monomotor. Sempre tive um medo de estar em um avião, mas aceitei a oportunidade. Fiquei viciada e fiz um comentário sobre me tornar uma piloto. Queria motivar os outros a não deixarem o medo ficar no caminho das oportunidades.
MC: De que exatamente você tinha medo?
JC: Bem, era perder o contato com o solo, não a altura em si. Sempre fui destemida, eu gostava de escalar e olhar para baixo a partir de novas alturas. Mas talvez fosse a falta de controle.  Logo aprendi que, se você pode voar um avião com competência, você pode voar com segurança, mesmo se algo acontecer.
MC: Em seu site está escrito: “Foram necessários três estados, quatro aviões, dois instrutores de voo e um ano desanimador para encontrar a aeronave certa”. Por que demorou tanto tempo até conseguir a licença em 2008?
JC: Não só era um medo emocional, que não me parou, mas era mais um desafio logístico. Aviões não são projetados para serem pilotados com os pés. Eu voei em um Ercoupe, que é o único sem pedais no leme. Ele não é um avião que foi modificado por mim, ele não foi construído para mim. Eventualmente encontrei um Parrish Traweek com o qual treinei, pois  possuía seguro que permitia uso por estudantes.
Condição de Jessica Costa não a impediu de conquistar sua faixa preta e consuitar sua licença de piloto (Foto: Reprodução/Facebook)
MC: Como é estar no ar?
JC: Decolar não é nada assustador, mas aterrissar, sim. Quando está no ar, você sente aquela sensação de liberdade sem limites.
MC: Você não é um caso de amputação, pois nasceu sem braços e sem explicação médica. Foi frustrante não ter nenhuma compreensão sobre seu corpo quando era mais jovem?
JC: Me incomodou um pouco porque estava muito insistente em encontrar uma resposta. A maioria das crianças é curiosa sobre o que as torna como são. Fui até minha mãe e perguntei: “Por que sou diferente? Tem tantas pessoas ao meu redor com braços …” Pelo que vi, era a única que não tinha.
Foi um tempo especialmente difícil para a minha mãe. Meus pais não tinham ideia de que eu iria nascer com uma deficiência. Ela teve uma gravidez normal e estava animada que teria a primeira menina. Na maioria das vezes, é mais [chocante] para os pais do que a criança, porque ela não conhece nada diferente. Este é o meu normal e eu amadureci para aceitar [a condição].
MC: Você optou por alguma prótese?
JC: Usei aos 11 anos. Elas se tornaram parte da minha rotina diária. Eu as colocava assim como vestia um casaco (ou equipamento de futebol) para ir àescola. Eu tinha muita paciência com elas e com a terapia, mas não gostava. Minha mãe sabia disso, mas ouviu do especialista que eu precisava delas durante o desenvolvimento. Os médicos diziam que se eu não aprendesse a usá-las enquanto  era mais jovem, não havia nenhuma chance de que seria capaz de usá-las na vida adulta. Eles tinham que ter certeza de eu teria esta opção. Veio o oitavo ano, aos 14, e eu me livrei delas.
MC: Por que você decidiu finalmente abandoná-las?
JC: É difícil explicar isso para alguém com braços, você não consegue imaginar algo diferente. Como nasci assim, pareceu mais natural fazer tudo com os pés. Além disso, não há nada como a sensação de sentir as coisas em carne e osso.  Senti-me muito estranha com as próteses. Você as coloca nos ombros e apoia com o peitoral. Elas são pesadas ​​e desconfortáveis. Se alguém lhe dá um abraço, você não quer perder o toque. Elas foram mais como uma gaiola para mim.
Americana levou um tempo até encontrar uma aeronave que pudesse ser pilotada com os pés (Foto: Reprodução/Facebook)
MC: Assisti ao vídeo em que você toca piano, come com hashi, digita em um teclado, tudo com os pés. Como você treinou para fazer todas essas atividades consideradas “normais”?
JC: Não vi isso como um treinamento, mas como adaptação, assim como uma criança de 3 anos de idade aprende as letras na pré-escola. Todo mundo aprende durante a infância na fase de desenvolvimento, e eu passei por todos os estágios normais. Houve um pouco de atraso para engatinhar [e andar], porque a maioria das crianças usa os braços para se apoiar nos móveis e se levantar. Eu fiz terapia para aprender a andar e, provavelmente, comecei a [andar] de dois a três meses mais tarde do que as crianças em geral.
MC: E para se vestir?
JC: Ah sim, se vestir é um processo. Eu sempre digo que é a tarefa física mais difícil para alguém sem braços. Colocar uma camisa não foi nada demais, mas vestir calças e calcinha foi uma questão quando era criança. Levei de 10 a 11 anos para descobrir um sistema que iria funcionar. Eu uso um gancho que prende na parede, parecido com aqueles que ficam atrás das portas para pendurar roupas. Posso levar para qualquer lugar que for.
MC: Basicamente, você arrebenta na vida e também é faixa preta. Por que você quis começar a praticar taekwondo?
JC: Quando tinha 10 anos, minha mãe matriculou a mim e meus irmãos no taekwondo porque pensou que seria uma maneira fenomenal de fazermos algo juntos como família. Além disso, eu aliviava minha raiva e frustração em chutes e, infelizmente, meus irmãos eram os alvos. Minha mãe precisou me colocar em algo que canalizaria minhas emoções de uma forma muito positiva, e, de acordo com o meu irmão, realmente ajudou.
Eu imaginei que iria conseguir a faixa-preta, e quatro anos mais tarde consegui a minha na  Federação Internacional de Taekwondo. Eu parei por um tempo e voltei novamente na faculdade. Eu me matriculei numa escola e ganhei a minha segunda faixa preta na Associação Americana de Taekwondo. Tenho praticado desde o segundo ano da faculdade, em 2002, e agora sou um faixa preta de terceiro grau.
Assista ao vídeo (em inglês):

Fonte: Casadaptada

domingo, 13 de setembro de 2015

PREMATURO QUE NASCEU COM 405 GRAMAS SURPREENDE PELA RECUPERAÇÃO

Surpreender tem sido a rotina de José Pedro. Com apenas três meses e 20 dias de vida, o menino já faz história. José Pedro nasceu com 405 gramas e 27 centímetros, o que os médicos consideram um nascimento prematuro de altíssimo risco de morte. A primeira surpresa foi para a família, que mora em Rio Negrinho, no Planalto Norte. No começo de maio, a mãe de José Pedro, Saiana, completava 25 semanas de gestação e foi durante a comemoração do aniversário dela e o de casamento que o bebê nasceu. 

— Foi uma correria. A gente sabia que havia problemas na gravidez, os médicos estavam acompanhando, mas não imaginávamos que seria no nosso aniversário. Ele nasceu muito frágil e debilitado, mas com muita vontade de viver — diz o pai, George Francisco de Castilho.

Uma gestação normal leva de 37 a 42 semanas para ser completada. Os bebês nascidos antes disso são considerados prematuros. E os que nascem com 23 a 25 semanas têm uma taxa de sobrevivência que varia entre 15% e 40%, dependendo da região do País. 

O nascimento de José Pedro, em maio, determinava o começo de uma árdua luta pela vida. E foi a partir daí que ele surpreendeu aos pais e à toda equipe médica do Hospital Dona Helena, onde está internado desde o nascimento, na unidade de terapia intensiva (UTI). 

Ser prematuro não é só uma questão de tamanho e peso. A expressão tem tudo a ver com a condição dos órgãos internos, que não estão "maduros" ou completamente formados, como é o caso dos pulmões. Há também a possibilidade de hemorragia cerebral e o aparelho digestivo não tolera receber alimentação porque não há reflexos para sucção ou deglutição. Ou seja, a vida de José Pedro dependia — além dos cuidados médicos liderados pelo pediatra Kalil Auache e dos medicamentos e alimentos dosados — da própria vontade de viver.

— O quadro era gravíssimo. A gente considera uma grande vitória, dele e dos médicos — diz George. 

A terceira surpresa chegou nesta semana. Com quase dois quilos de peso e medindo 35 centímetros, o pequeno José Pedro terá a companhia da mãe, que está internada com ele para amamentá-lo e oferecer o calor humano necessário para o seu desenvolvimento. O aniversário de quatro meses será comemorado no hospital, e com muitos cuidados no começo da fase de amamentação. Tubos de oxigênio e aparelhos ainda são necessários para o seu pleno desenvolvimento. 

— Ainda temos uma caminhada longa pela frente, mas o nosso pequeno já mostrou ser um herói, batalhando e vencendo cada desafio que passou, e que não foram poucos — reforça o pai. 

Casos como o de José Pedro são raros. No ano passado, a pequena Isis de Oliveira nasceu com 25 semanas de gestação e 400 gramas, no Hospital e Maternidade Jaraguá. Ela também lutou bravamente pela vida e recebeu alta quatro meses depois, com pouco mais de dois quilos e sem qualquer sequela.

Fonte:http://www.fisioterapia.com/noticias/imprimir/2192

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

APÓS SUPERAR UM CÂNCER, ROSINHA SANTOS RENASCE COM BRONZE NO PARAPAN

Campeã paralímpica em 2000, veterana do atletismo venceu doença e tratamento de um ano para voltar a competir: ‘Achei que tudo tinha acabado, mas foi um recomeço’
Rosinha Santos se emociona com o bronze que conquistou em Toronto
Washington Alves/MPIX/CPB
Rosinha Santos se emociona com o bronze que conquistou em Toronto
Rosinha Santos escreveu mais um grande capítulo em sua história de superação no Parapan de Toronto. A veterana do atletismo paralímpico conquistou o bronze, na última terça-feira, na prova de arremesso de peso categoria F56/57, depois de ficar afastada do esporte por um ano enquanto fazia tratamento contra um câncer linfático na garganta.
A medalha representou o segundo “renascimento” na vida de Rosinha, que aos 18 anos, quando trabalhava como empregada doméstica, perdeu a perna esquerda vítima de um atropelamento causado por um motorista embriagado.
Campeã paralímpica no arremesso de peso e de disco nos Jogos de Sydney 2000, e ouro no arremesso de disco no Parapan de Guadalajara 2011, a pernambucana de Recife temeu pelo fim da carreira de atleta ao descobrir a doença.
“Quando fiquei sabendo do câncer pensei que nunca mais iria competir. Achei que tudo tinha acabado. Mas foi um recomeço”, relatou a atleta, de 43 anos. “Foi onde encontrei forças para tentar chegar ainda mais longe”, completou.
Esforço de Rosinha para voltar ao esporte foi recompensado com pódio no Parapan
Washington Alves/MPIX/CPB
Esforço de Rosinha para voltar ao esporte foi recompensado com pódio no Parapan
O tratamento do câncer, descoberto em janeiro de 2014, durou um ano e a afastou completamente de qualquer atividade esportiva. “Não podia tomar sol, não podia fazer esforço”, contou. Apenas em 19 de janeiro deste ano ela recebeu alta médica para voltar a treinar. “Passa um filme na minha cabeça de tudo o que fiz, do que aconteceu comigo”, relembrou.
Antes de se aposentar definitivamente do atletismoRosinha ainda tem um desejo: disputar sua quarta edição de Paralimpíadas em 2016, desta vez em casa – antes, competiu em Sydney 2000, Atenas 2004 e Pequim 2008. “Se o treinamento até agora foi leve em função do retorno da doença, agora vai ser pesado”, prometeu.

Fonte:http://www.casadaptada.com.br/

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Movimento dos olhos durante o sono 'muda cenário' dos sonhos, diz pesquisa

Thinkstock
Cientista afirma que movimento funciona como 'mudança de slide em projetor'; estudo foi publicado na revista especializada 'Nature Communications'.
Pela primeira vez cientistas conseguiram registrar a atividade de células individuais do cérebro durante o sono, mais especificamente, na fase dos sonhos.
E, depois de cada movimento rápido dos olhos (REM), os pesquisadores registraram explosões de atividade que combinam com o que acontece enquanto estamos acordados e vemos, ou imaginamos, uma nova imagem.
Os cientistas sugerem que estes movimentos dos olhos acompanham uma "mudança de cena" nos sonhos.
Os registros de atividades foram feitos em pacientes com eletrodos implantados no cérebro, um procedimento geralmente usado para monitorar convulsões.
"É uma oportunidade única para ver o que está acontecendo dentro do cérebro humano. Somos muito agradecidos aos pacientes de epilepsia que participaram de forma voluntária", disse à BBC Yuval Nir, da Universidade de Tel Aviv, em Israel.
Nir trabalhou com colegas da França e dos Estados Unidos na pesquisa que foi publicada na revista especializada Nature Communications.

Próxima imagem

Durante quatro anos os cientistas trabalharam com 19 pacientes, registrando a atividade cerebral deles a partir de eletrodos colocados em áreas diferentes do cérebro, mas, em grande parte, dentro do lobo temporal mesial.
Segundo Yuval Nir, esta não é uma parte do cérebro diretamente envolvida na visão.
"A atividade destes neurônios não reflete o processamento de imagem. É mais a respeito da sinalização para o cérebro a respeito de um certo conceito. Você pode fechar seus olhos e imaginar a rainha Elizabeth e estes neurônios vão disparar. Esta atividade implica uma atualização das imagens mentais e das associações", afirmou o pesquisador.
Quando os pacientes estavam acordados e viam uma figura, especialmente uma associada a uma memória, os pesquisadores observaram um padrão específico de atividade.
"Cerca de 0,3 segundo depois de a figura aparecer, estes neurônios explodiam, eles ficavam vigorosamente ativos. Isto também aconteceu quando as pessoas apenas fecharam os olhos e imaginaram estas figuras ou estes conceitos", disse Nir.
E o intrigante é que Nir e seus colegas observaram um "padrão muito, muito parecido" durante o sono. Particularmente, estas explosões de atividade chegaram logo depois dos movimentos rápidos dos olhos, durante a fase REM do sono.
SPL
Durante o sono REM os olhos se movem rapidamente em intervalos
Esta é uma fase do sono na qual ocorrem os sonhos e é caracterizada por estes movimentos do olho, muito rápidos e ocasionais.
Já se acreditava há muito tempo que estes movimentos poderiam refletir o componente visual dos sonhos, mas nunca houve uma prova clara disto, até agora, segundo Nir.
"Estamos intimamente familiarizados com a atividade destes neurônios. Sabemos que eles estão ativos a cada vez que você olha para uma imagem ou quando você imagina aquela imagem. E agora os vemos ativos de uma forma parecida quando você move seus olhos no sono REM, então é muito provável que os movimentos dos olhos representem algum tipo de reinicialização ou 'se mover para o quadro do sonho'."
"É quase como quando eu era criança e tínhamos projetores de slide. Você vai para o próximo slide do sonho", acrescentou.

Bebês e cegos

Isto pode ajudar a explicar a razão de bebês que ainda nem nasceram e pessoas cegas também apresentarem os movimentos rápidos dos olhos durante o sono REM.
"Mesmo pessoas com cegueira congênita... ainda podem sonhar com a visita da tia da Flórida: a voz dela, as emoções e todas as associações que vão junto", disse o cientista.
"E quando o sonho muda de encontrar a tia para, digamos, levar o cachorro para passear no parque, então a atividade do cérebro muda e isto acontece de forma sincronizada com os movimentos dos olhos."
Outros pesquisadores especialistas em sono aprovaram as descobertas de Yuval Nir. Jim Horne, que estabeleceu o Centro de Pesquisa do Sono na Universidade de Loughborough, na Grã-Bretanha, afirmou que o estudo reflete o aumento na compreensão do sono REM.
Ele também destaca que o movimento nos olhos de quem sonha, que só acontece em alguns momentos, não significa que o sonhador está analisando uma cena.
"Os movimentos dos olhos não estão escaneando seu sonho, eles estão reorientando seus pensamentos visuais", disse Horne à BBC.
"Este estudo endossa outras descobertas, de que o sono REM tem muitas semelhanças com a vigília."
"Vejo o sono REM como o descanso de tela do seu computador; tudo o que você precisa é tocar um botão e seu computador volta à vida. É muito próximo da vigília. O sono que não é REM é mais parecido com quando você desliga o computador e religá-lo requer um processo de reiniciar", acrescentou.
Fonte:BBC