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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

CIRURGIA DE ALZHEIMER FEITA NA PARAÍBA FREIA EVOLUÇÃO DO MAL E RECUPERA MEMÓRIA



Pela primeira vez, na Paraíba, foi realizada a ‘estimulação cerebral profunda’ em paciente com mal de Alzheimer. A cirurgia é capaz de frear a evolução da doença e recuperar as funções da memória quando o problema está em estágio inicial. A intervenção aconteceu no dia 11 de dezembro, no Hospital Napoleão Laureano, em um paciente de 77 anos. Estima-se, no Brasil, 1 milhão e 200 mil pessoas com Alzheimer.



De acordo com o neurocirurgião Rodrigo Marmo, que realizou a cirurgia, a melhora da função da memória é comprovada e tem se mostrado em ressonâncias realizadas nos pacientes um ano depois da operação. “Há um aumento do volume do hipocampo, que é a parte do cérebro que controla a memória”, observou. Os médicos também se baseiam num exame chamado PET-Scan, que mede o metabolismo cerebral. Ele se modifica após a cirurgia no paciente com Alzheimer, e áreas da memória que estavam com pouco metabolismo se tornam mais ‘quentes’, segundo o especialista.
Antes do paciente se submeter à cirurgia, a família até pensou em ir para o Canadá, mas o médico explicou que ela poderia ser feita aqui e, após todos os exames necessários, realizou o procedimento. O idoso estava perdendo a memória e a medicação que tomava há um ano e meio fazia pouco efeito.

A família preferiu não identificar o paciente, mas a esposa dele afirmou que, ao saber da possibilidade da cirurgia, todos ficaram entusiasmados. “Tínhamos a opção de investir na cirurgia, cujos benefícios ainda não podemos ver, ou ficávamos na administração normal da medicação sem saber o destino. Optamos por lutar pela cirurgia. Fomos à Justiça e conseguimos que fosse realizada”, comemorou.

Resultados. O paciente paraibano foi operado na manhã da sexta-feira e recebeu alta no domingo, sem intercorrência neurológica. A melhora é progressiva, mas só após 30 dias é possível perceber alguma evolução. “Acho que o grande desafio foi o fato de ter sido uma primeira cirurgia desse porte no Brasil”, destacou o neurocirurgião Rodrigo Marmo.


Casos podem ser prevenidos



É possível prevenir o mal de Alzheimer em alguns casos. O neurocirurgião Rodrigo Marmo explicou que existe o fator genético, que influencia e não é modificável, e há os modificáveis. Pacientes que têm um grau de escolaridade maior, que têm mais leitura, que trabalham mais a mente de alguma forma, até com palavra cruzada, têm menos Alzheimer dos que os pacientes com baixa escolaridade.


“Isso é evidência. Previne Alzheimer e retarda em quem tem a doença. Essa é a principal forma de prevenir, além de ter hábitos de vida saudáveis, como praticar atividade física, ter um bom relacionamento familiar, com os colegas, participar de grupos de igrejas, encontros de casais. Isso tudo retarda a evolução do Alzheimer, comprovadamente”, disse o médico.


Pacientes depressivos, segundo ele, têm mais tendência a evoluir para doença de Alzheimer. “Temos que fazer o diagnóstico diferencial. Quando um paciente chega com perda de memória é suspeita de Alzheimer. Para confirmar, tem que afastar outras coisas”, destacou o neurocirurgião.

Fase inicial: 


Lapsos na memória recente;


Mudanças de comportamento (o introvertido fica falante e vice-versa);


Senso de direção comprometido;


Atitude mais agressiva que o normal;


Dificuldade de fixar novas informações;


Teimosia: diz que


não há nada errado com ele.

Fase intermediária:

Perda de memória se intensifica;


Repetição infinita


de informações;


Dependência física para desempenhar atividades simples;


Se tornam penosas ou perigosas;


Estranhamento da própria casa e dos pertences;


Alternância de momentos de lucidez e confusão mental;


Estresse, depressão e agressividade ao ser contrariado;


Esquecimento de palavras óbvias. Vocabulário prejudicado.


Fase avançada:


Dependência


física total;


O paciente não anda e quase não fala;


Não reconhece ninguém, nem a si mesmo;


Aparecimento de feridas, pneumonia, infecções e problemas de circulação;


A deglutição fica prejudicada.

domingo, 2 de agosto de 2015

ANDAR DE BICICLETA FAZ BEM AO PACIENTE DE PARKINSON


Andar de bicicleta pode ser um excelente exercício para pessoas com mal de Parkinson. Foi o que apontou um estudo recente nos Estados Unidos.

Por lá, os pesquisadores descobriram que as atividades físicas podem ser fundamentais a esses pacientes. Os resultados da pesquisa apontaram que andar de bicicleta é um hábito que promove grande oxigenação do cérebro, melhora a comunicação entre diferentes regiões cerebrais e atenua os sintomas dessa condição, que incluem tremores, lentidão de movimentos e rigidez muscular.
Além disso, quanto mais intensa for a atividade — ou seja, quanto mais rápida a pedalada — maior o benefício. Eles chegaram a essa conclusão após observar o efeito desse exercício em 26 pacientes com idade entre 30 e 75 anos que sofriam da doença de Parkinson.
A descoberta pode beneficiar milhares de pessoas com o problema, que provoca na pessoa tremores e dificuldades para caminhar, se movimentar e se coordenar. A doença se desenvolve mais frequentemente depois dos 50 anos tanto em homens quanto mulheres. Enquanto a cura não é descoberta, a medicina se mune de tratamentos clínicos que envolvem medicamentos, fisioterapias e dieta alimentar.
Fonte:http://www.maisequilibrio.com.br/saude/andar-de-bicicleta-faz-bem-ao-paciente-de-parkinson-5-1-4-681.html

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Elevação da glicose no sangue aumenta o risco de doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é um tipo particular de demência que vem apresentando um aumento de sua incidência nos últimos anos, fato este associado ao aumento da longevidade. Muitas pesquisas têm sido realizadas com o objetivo de descobrir os mecanismos que desencadeiam esta doença incapacitante, no entanto ainda não existem resultados que permitam a sua prevenção ou tratamento. 


Estudos epidemiológicos mostram que pessoas com aumento da glicose no sangue (hiperglicemia), seja pela presença de diabetes ou por algum outro fator, têm um risco aumentado de desenvolver demência, particularmente doença de Alzheimer.

Estas observações servem como indício de que alterações no metabolismo da glicose podem ser responsáveis pelos distúrbios moleculares que ocorrem no cérebro dos pacientes com doença de 
Alzheimer. Dentre estes distúrbios moleculares, o mais conhecido é o aumento da produção no cérebro de um peptídeo chamado de B-amilóide, que se acumula fora dos neurônios, formando placas que acabam por afetar a função de neurônios do hipocampo, região do cérebro responsável pela formação e armazenamento das memórias e pela cognição. A agregação deste peptídeo pode ter inicio até 15 anos antes do aparecimento de sintomas da doença.

Com o intuito de investigar um possível efeito da glicemia aumentada sobre a produção do peptídeo, com a consequente formação da placa B-amilóide, um grupo de pesquisadores americanos desenvolveu uma pesquisa em camundongos utilizando técnicas que permitem analisar de forma dinâmica e em tempo real as modificações na concentração do peptídeo B-amilóide no hipocampo produzidas por alterações de glicemia. Os resultados desta pesquisa foram publicados recentemente na revista científica The Journal of Clinical Investigation.

A indução de hiperglicemia aguda em camundongos jovens produziu um aumento significativo do peptídeo B-amilóide no hipocampo. Este efeito foi exacerbado em animais velhos e com predisposição à formação da placa.

Estes resultados sugerem que aumentos repetidos da glicose no sangue, mesmo que transitórios, como ocorre no diabete tipo II, podem iniciar e acelerar a formação da placa B-amilóide, condição esta que favorece o desenvolvimento da doença de Alzheimer.

As informações produzidas por esta pesquisa revelam a ligação entre aumento da glicose no sangue e o maior risco para doença de Alzheimer e servem como ênfase para um controle da glicemia.

Fonte: Elevação da glicose no sangue aumenta o risco de doença de Alzheimer | ABC da Saúde http://www.abcdasaude.com.br/noticias/elevacao-da-glicose-no-sangue-aumenta-o-risco-de-alzheimer#ixzz3cW6ytnps

domingo, 3 de maio de 2015

Caminhar pode ajudar a prevenir demência


Dar um passo atrás do outro, com regularidade, sem pressa, é uma das melhores formas de manter o cérebro saudável na velhice, com sua plena capacidade cognitiva. Um estudo da Universidade de Pittsburgh, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicado na “Neurology”, a revista on-line da Academia Americana de Neurologia, monitorou durante 13 anos 299 voluntários. A pesquisa provou que eles conseguiram evitar a perda da memória e se prevenir da demência com caminhadas regulares. 

Os andarilhos, todos sem sinais de demência de acordo com testes neurológicos a que foram submetidos, tiveram suas caminhadas registradas e o cérebro monitorado em 1995. Outros testes foram feitos nove anos depois, em 2004, e mais uma vez em 2008, mostrando que aqueles que mais caminhavam tinham metade do risco de ter problemas de memória do que os que não se exercitavam. 

De acordo com a pesquisa, andar cerca de 14,5 quilômetros por semana é o ideal para beneficiar o cérebro e deve ser esta a meta do “exercício neurológico”. Segundo os autores, o grupo que andou menos dez quilômetros por semana apresentou um maior encolhimento cerebral ligado à idade que o de pessoas que andavam mais que essa distância. 

O cérebro encolhe na fase mais avançada da idade adulta, o que pode causar problemas de memória. 
Os resultados do nosso trabalho estimulam a realização de novas pesquisas para saber se exercício físico em pessoas mais velhas são uma medida eficaz contra demências, incluindo Alzheimer – disse Kirk Erickson, da Universidade de Pittsburgh e líder do estudo. 

A doença de Alzheimer, a forma mais comum de demência, mata lentamente as células do cérebro, e atividades como caminhadas têm sido indicadas para aumentar o volume do cérebro.
Fonte:http://www.cuidardeidosos.com.br/caminhar-pode-ajudar-a-prevenir-demencia/
          http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/10/13/caminhar-15km-por-semana-ajuda-prevenir-demencias-na-velhice-922775048.asp