Dar um passo atrás do outro, com regularidade, sem pressa, é uma das
melhores formas de manter o cérebro saudável na velhice, com sua plena
capacidade cognitiva. Um estudo da Universidade de Pittsburgh, na
Pensilvânia, nos Estados Unidos, publicado na “Neurology”, a revista
on-line da Academia Americana de Neurologia, monitorou durante 13 anos
299 voluntários. A pesquisa provou que eles conseguiram evitar a perda
da memória e se prevenir da demência com caminhadas regulares.
Os andarilhos, todos sem sinais de demência de acordo com testes
neurológicos a que foram submetidos, tiveram suas caminhadas registradas
e o cérebro monitorado em 1995. Outros testes foram feitos nove anos
depois, em 2004, e mais uma vez em 2008, mostrando que aqueles que mais
caminhavam tinham metade do risco de ter problemas de memória do que os
que não se exercitavam.
De acordo com a pesquisa, andar cerca de 14,5 quilômetros por semana
é o ideal para beneficiar o cérebro e deve ser esta a meta do
“exercício neurológico”. Segundo os autores,
o grupo que andou menos dez quilômetros por semana apresentou um maior
encolhimento cerebral ligado à idade que o de pessoas que andavam mais
que essa distância.
O cérebro encolhe na fase mais avançada da idade adulta, o que pode
causar problemas de memória.
Os resultados do nosso trabalho estimulam a
realização de novas pesquisas para saber se exercício físico em pessoas
mais velhas são uma medida eficaz contra demências, incluindo Alzheimer
– disse Kirk Erickson, da Universidade de Pittsburgh e líder do
estudo.
A doença de Alzheimer,
a forma mais comum de demência, mata lentamente as células do cérebro, e
atividades como caminhadas têm sido indicadas para aumentar o volume do
cérebro.
Fonte:http://www.cuidardeidosos.com.br/caminhar-pode-ajudar-a-prevenir-demencia/
http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/10/13/caminhar-15km-por-semana-ajuda-prevenir-demencias-na-velhice-922775048.asp


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