sábado, 12 de dezembro de 2015

Prótese após osteoartrite no quadril não impede a prática de exercícios

EuAtleta Ortopedia osteoartrite ADRIANO LEONARDI_310 (Foto: Eu Atleta)
osteoartrite do quadril ou coxartrose é uma doença caracterizada pelo desgaste articular do quadril. Em geral, além de afastar o indivíduo do esporte, pode ser extremamente incapacitante, muitas vezes exigindo tratamento cirúrgico precoce. 
Nos indivíduos jovens, é causada por sequelas de traumas de alta energia, osteonecrose (perda da circulação da cabeça do fêmur) principalmente na infância, sequelas de infecções ou formas graves doenças autoimunes. Nos idosos, assim como qualquer articulação, está ligada à degeneração geneticamente determinada e desenvolvida ao longo dos anos. 
Os primeiros sintomas da coxartrose geralmente se manifestam como dor na virilha, localizada profundamente. Pode haver irradiação até o joelho pela parte interna e pela frente da coxa. 
O início da doença é caracterizado pela dor que aparece na virilha ou região lateral após atividades físicas mais intensas. Com repouso e o "corpo frio", a dor surge como pontadas. Após alguns passos, o desconforto melhora. Este estágio geralmente se prolonga por muitos anos e piora lentamente.   
Na evolução, a dor pode aparecer durante as atividades da vida diária e existe realcomprometimento da performance esportiva. Movimentos como calçar sapatos, cortar as unhas dos pés, entrar e sair do carro, começam a se tornar um pouco mais difíceis, devido à perda do movimento articular. Com a piora do quadro, as dores noturnas e a rigidez matinal surgem. Nesta fase já mais avançada, começa a perda real da qualidade de vida, quando a pessoa deixa de fazer o que lhe dava prazer.  
Tratamento 
O tratamento da artrose de quadril, assim como de outras articulações, deve ser individualizado, de acordo com o grau da doença e com as expectativas, modalidade esportiva e necessidades de cada paciente. Inicia-se com fisioterapia e, se possível, com hidroterapia, procurandofortalecer a musculatura regional e manter o arco de movimento.  
Exercícios de impacto devem ser evitados. A perda de peso também tem papel importante no tratamento, haja vista que o quadril suporta múltiplos do peso corpóreo. A decisão de quando submeter-se a um tratamento cirúrgico deve ser tomada pelo paciente em conjunto com seu cirurgião, ao analisar os prós e contras de cada opção. 
tratamento cirúrgico mais comumente indicado é a prótese total de quadril. Atualmente existem inúmeros modelos de prótese que, em sua maioria, utilizam como material básico uma liga metálica (titânio ou cromo-cobalto), o polietileno e a cerâmica. A fixação da prótese pode ser realizada por cimento ou outros mecanismos de fixação. 
A indicação do modelo de prótese depende de fatores como a idade do paciente, o tipo de doença que ocasionou a destruição da articulação coxofemoral, a qualidade do osso e a experiência do cirurgião.
Retorno ao esporte 
Ao contrário do que a grande maioria dos pacientes pensa, o retorno ao esporte após a prótese de quadril é possível. Segundo alguns autores, ela acontece em cerca de 50% a 80% dos pacientes. Segundo esses autores, o retorno à atividade física é diretamente influenciado pela redução considerável na dor
Que exercícios evitar?
Exercícios de alto impacto como a corrida de rua, corrida de montanha, futebol vôlei devem ser evitados, pois representam o dobro do risco de fratura ou falha dos componentes da prótese. Estudos mostram que problemas na prótese devido a atividades de alto impacto surgem em 10 anos, em média, após a cirurgia, sendo muitas vezes necessário refazer a cirurgia com potencial risco de complicações. 
Apesar das orientações quanto aos cuidados nas atividades de vida diária, a recolocação da prótese ocasionada por soltura, danos ou fratura de algum componente ocorre em apenas 14,3% do total de pacientes. Esse dado reforça ainda mais a necessidade de orientação para um retorno e a manutenção saudável e segura da atividade física, esportiva ou de lazer. Seguir as orientações do ortopedista reduz a possibilidade de participação em atividade inadequada ou que possa ocasionar danos futuros aos componentes da prótese.
Fonte:EUatleta    

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